"Os últimos meses têm sido extremamente desafiadores, já que a condição da minha pele está se deteriorando massivamente. A partir dos 18 meses de vida, quando fui diagnosticada com epidermólise bolhosa, até o início deste ano, consegui viver uma vida quase normal. Apesar da minha pele, era fácil de esconder e fácil de administrar. Mas no início deste ano começou a piorar rapidamente e agora posso fazer menos coisas do que eu estava acostumada. Minha confiança e auto-estima são quase inexistentes na maioria das vezes. A maior parte do meu dia é gasto gerenciando minha pele ou sofrendo com isso. Mas agora, mais do que nunca, preciso me lembrar que ainda sou a mesma pessoa. Ainda sou linda e essa condição com a qual eu serei lembrada para o resto da minha vida, não me define como pessoa. Sempre será uma grande parte da minha vida, mas nunca me deixarei dominar minha vida. É uma doença tão rara, que há pouca consciência sobre isso e, em muitos casos, é uma ameaça para a vida, por isso estou publicando isso. Não é só para mim, mas para todos os que sofrem. Por causa da falta de conscientização, o financiamento para ensaios e pesquisa é tão limitado que provavelmente nunca vou ter acesso a uma cura"

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Cicatrizes marcam a pele e a alma de muitas pessoas. Muitas vezes, são vistas como marcas feias, para outros são a aquela a marca que as torna perigosas e até criminosas aos olhos dos outros. Alguns apenas tem vergonha de mostrá-las.

Pensando em tudo isso, a fotógrafa Sophie Mayenne, de Londres, na Inglaterra, está trabalhando para mudar essas percepções através do projeto Behind The Scars (Por trás das cicatrizes), uma série de fotografias de pessoas, suas cicatrizes e as histórias por trás delas.

"Hoje eu estou um pouco irritada com o mundo. Estou com raiva que foram 2 anos e 2 dias e ainda não me sinto completa. Eu fui cortada e costurada e grampeada, mas hoje eu não me sinto inteira. Estou com raiva de que minhas memórias e sonhos com o que aconteceu se misturam com o presente. São 2 anos e 2 dias e hoje não me sinto bem. Mas eu vou"

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“Como fotógrafa, sempre fui atraída pelo trabalho bruto e não retocado, e o que nos torna diferentes um para o outro – e é aí que meu interesse pelas cicatrizes aparece”, disse Sophie ao Bored Panda. “Quando eu comecei o projeto, lembro-me de dizer que, se eu pudesse fazer a diferença para pelo menos uma pessoa, então estaria feliz. E eu consegui! À medida que o projeto cresce, espero que ele atinja ainda mais pessoas e continue a ter um impacto positivo”, contou.

Seus sujeitos, muitas vezes inseguros e vulneráveis ​​após anos escondendo suas marcas e traumas psicológicos, abraçaram seu projeto com entusiasmo. “A resposta foi realmente positiva – e ver-se através dos olhos de um fotógrafo pode ser uma experiência poderosa”, disse Sophie. “Para algumas pessoas, a experiência do ensaio pode ser muito terapêutica – já que eles podem não ter compartilhado suas experiências antes, e para outros eles estão consolidando seu novo amor por suas cicatrizes – e corpo”, finalizou.

Confira na galeria algumas das pessoas fotografadas pro Sophie e suas histórias marantes:

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