Vinho

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Muita gente ama vinho, mas não sabe muita coisa sobre o assunto. Afinal, ninguém é obrigado a ser enólogo para gostar de beber um bom vinho, não é mesmo?

Exatamente por isso, alguns apaixonados pela bebida tem dúvidas sobre como escolher um vinho no carta de um restaurante. Como combinar com o prato pedido? Escolhe qualquer um pelo preço? Enfim, não é como pedir uma coca-cola, simples e rápido.

Vinho!

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“Muitas pessoas não conhecem que o vinho tem o poder de aproximar as pessoas e não sabem que o conhecimento sobre a bebida pode ser simples de adquirir”, explica o sommelier Rodrigo Bertin ao Virgula. Rodrigo quer simplificar e desmistificar a visão de sofisticação que a bebida recebeu ao longo dos anos e para isso toca o projeto Vinho Mais.

Para isso, o sommelier deu 6 passos para escolher um bom vinho em um restaurante. Confira:

Conheça um pouco sobre o restaurante!

Se é a primeira vez que você pede vinho em um restaurante: “repare se a carta de vinhos é autoexplicativa, se ela traz mais do que apenas os nomes e preços das bebidas, e preste atenção se alguém está tomando vinho nas mesas ao lado”, sugere Rodrigo. Nem todo restaurante é um bom lugar para tomar vinho, mesmo ele tendo essa opção no menu!

Saiba primeiro o que vai comer
“O caminho mais fácil para definir o vinho ideal é escolher o prato que você vai comer primeiro. E converse com quem estiver com você para decidir o que vão comer, e a partir de então você terá mais clareza do vinho para ser solicitado. Se você vai a um restaurante onde já conhece o que costuma ser servido, por exemplo numa pizzaria, pode inclusive dar uma pesquisada antes quais vinhos mais combinam com o sabor que você e seus acompanhantes costumam comer”, conta o sommelier.

Decida o valor que será gasto

Nem só os vinhos caros são incríveis, tá?! O passo três deve ser definir o quanto é possível gastar no vinho e o especialista reforça que a história de que vinho bom é vinho caro não passa de mito. “Vinho bom é aquele vinho que você gosta. Ao ter em mente o valor que pretende gastar, você já reduz as opções para pensar, e vai poder dar parâmetro para que o garçom ou sommelier do estabelecimento possa te ajudar na compra”, afirma.

Converse com seus acompanhantes!

Rodrigo Bertin explica que a decisão sobre o vinho não deve ser guiada pelo gosto pessoal. “Nem sempre o seu gosto pessoal combina com o das outras pessoas, então, é importante perguntar o gosto de cada um . Acredito que o vinho é uma bebida que integra pessoas, por isso esse é um momento legal até para conversarem sobre vinho, incentivar quem nunca provou a descobrir essa nova bebida”, opina.

Está com dúvidas? Peça ajuda! 

Muita gente não pede vinho em restaurantes por vergonha de não saber escolher, mas também não pede ajuda a um garçom ou sommelier pelo mesmo motivo. O especialista afirma que isso é uma grande bobagem. “Se você explicar a esse profissional o seu gosto pessoal, o que vai comer e o valor disposto a gastar, ele vai conseguir te levar a uma decisão mais assertiva”, explica. Caso não haja um profissional capacitado na casa, escolha aqueles vinhos coringas, como um tinto de médio corpo, como Malbec e Carmenere, um branco encorpado, como Chardonnay, ou um espumante Brut.

Leve seu próprio vinho

Você tem um vinho que já está acostumado a beber e não sabe se vai encontrar ele no restaurante? É simples, leve uma garrafa com você. Muitos restaurantes permitem essa prática. “Nesse caso a dica é ligar antes e perguntar “da taxa de rolha”, que é perguntar qual a taxa cobrada para levar o próprio vinho ao restaurante. Provavelmente, eles vão aceitar que você leve seu próprio vinho e a boa notícia é que muitos restaurante não cobram nenhuma taxa para servir o vinho que você levou”, finaliza.

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