Carolina Castro, jornalista, e Suzana Nakamura, designer

Natália Alana/Divulgação Carolina Castro, jornalista, e Suzana Nakamura, designer

Com a proposta de reunir em um só site centenas de marcas criadas por pequenos produtores de todo o Brasil, o yumm se apresenta como um comércio de comida artesanal com centenas de produtos.

Fundado pelas paulistanas Carolina Castro, jornalista de 30 anos, e Suzana Nakamura, designer de 27 anos, o yumm foi lançado em fevereiro de 2017 e já conta com mais de cem usuários, a maioria deles mulheres donas de pequenos negócios gastronômicos.

“A maioria das marcas já vendia pelo Facebook ou pelo Instagram e não tinha um site. Isso fazia com que o empreendedor perdesse tempo respondendo várias vezes a mesma pergunta nas redes sociais”, afirma Carolina. “Com o yumm, ele abre uma loja de graça e pode divulgar todo seu catálogo através de um link, além de receber pedidos direto da plataforma”, completa.

Segundo ela, o yumm nasceu da observação. “Percebemos que era cada vez mais comum ver amigos saindo do seu trabalho tradicional para empreender na área gastronômica. Ao mesmo tempo, vimos um interesse cada vez maior das pessoas em saber de onde vem sua comida, e uma valorização do produto artesanal, feito com carinho, com um design interessante”, diz Carolina. “Por isso, resolvemos criar uma plataforma que une a fome com a vontade de vender”.

O yumm resolve o principal problema de quem deseja empreender na área gastronômica: o investimento em um ponto de venda e na formação de um público consumidor. Com o yumm, qualquer pessoa pode se inscrever para abrir sua loja sem custo. O cadastro passa por uma análise, que verifica as receitas, a embalagem e o conceito da marca e, depois de aprovado, o vendedor já pode anunciar seus produtos para um público interessado em produtos artesanais. Em troca, o site cobra uma porcentagem em cima de cada transação.

Slow food

O yumm quer se distanciar do conceito de entrega imediata. “A proposta é que o usuário que acessa a plataforma encomende as comidas e saiba, por ser artesanal, ela leva um tempo maior para ser feita. A mentalidade é do slow food, de apreciar os alimentos, não de consumi-los na hora”, afirma Carolina. Dessa forma, o yumm pretende se diferenciar dos concorrentes de delivery e abocanhar uma fatia pouco explorada do mercado de produtos alimentícios.

A startup  pretende também ser uma janela de oportunidade para pessoas e vulnerabilidade social, como os refugiados. “Muitos deles veem na gastronomia uma chance de recomeçar a vida no Brasil, e no yumm eles podem começar a vender de graça para um público que se interessa pela história de quem faz sua comida, então podemos ser uma fonte de empoderamento para eles e para outras pessoas em condições parecidas”, finaliza Carolina.

Conheça: www.yumm.com.br

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