Nas empresas latino-americanas a mulher é invisível, especialmente nos cargos de direção, afirmou a diretora de Estratégia e Inovação do banco BBVA, Beatriz Lara, em entrevista à Agência Efe durante a Cúpula Mundial de Mulheres, realizada em Istambul, na Turquia.

“Ao longo da minha vida trabalhei em muitas multinacionais estrangeiras e pela minha experiência com as empresas latino-americanas, posso afirmar que a mulher é invisível nelas”, disse Lara, nascida na Argentina.

A diretora do banco espanhol considerou que a situação da mulher no mercado de trabalho latino-americano é “muito pior” que nos Estados Unidos, Europa e inclusive que em muitos países da Ásia e no Pacífico.

“Se na Espanha a situação é melhor se deve ao esforço dos últimos anos”, afirmou.

“Somos a metade da população e tradicionalmente estivemos excluídas da indústria financeira”, constatou Lara e manteve que este setor “não pode crescer sem diversidade”, por isso que apostou por incorporar às mulheres aos postos de direção.

Lara explicou que, para as mulheres latino-americanas, a oportunidade de crescer nas empresas começa na Europa, “graças às medidas de Governos conscientizados com o progresso e o desenvolvimento”.

“Ainda temos que tomar medidas específicas para que a mulher possa ter as mesmas oportunidades que os homens nos cargos de poder”, se queixou.

“Na América Latina – onde o grupo BBVA tem grande presença – se não tomarmos um papel ativo, as coisas não vão mudar”, criticou Lara, que explicou que se encontra na cúpula de Istambul com o objetivo de tomar ideias e implantá-las em seu grupo para melhorar a situação das mulheres.

Neste sentido, a empresária Margarita de Cos, que lidera a delegação espanhola na cúpula, assinalou sua “surpresa” ao descobrir que a Turquia “é um dos países do mundo com mais mulheres no topo de grandes empresas”. EFE


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