A digital influencer Sarah Jane Adams tem 157 mil seguidores no Instagram

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Quarentona ou cinquentona a caminho da terceira idade? Esqueça! Hoje em dia, a mulherada que já passou da quarta década está em plenitude! A SuperHuman, uma agência de marketing britânica especializada em conteúdo feminino, realizou uma pesquisa com mais de 500 mulheres acima dos 40 anos e, posteriormente, publicou os resultados no ‘The Telegraph’. A produtora descobriu que dois terços das entrevistadas acreditam estar no auge da vida, 67% se sentem mais confiantes do que há 10 anos, e 84% acreditam que não podem ser definidas pela idade.

Após as respostas obtidas sobre essa geração, a SuperHuman realizou um evento na sede do Twitter, em Londres, para discutir por que a publicidade não deve ignorar pessoas do sexo feminino que estão nessa faixa etária e, durante os debates, constatou-se que esse conjunto de mulheres nunca esteve tanto em busca de conhecimento.

A cantora Jennifer Lopez está no auge da vida e da beleza aos 48 anos

Reprodução / Instagram A cantora Jennifer Lopez está no auge da vida e da beleza aos 48 anos

Graças a esses resultados, o conceito de meia-idade caiu por terra, e as que passaram dos 40 agora levam um estilo de vida conhecido como ‘ageless’, ou seja, “sem idade”. Para se referir a elas, a empreendedora de tecnologia Gina Pell acabou criando um termo na revista Fast Company que rapidamente se espalhou e definiu como esse grupo passou a ser conhecido: ‘perennials’ (de perene).

“Quando as mulheres chegam a essa idade, elas alcançam um grau de maturidade em que a aprovação dos outros deixa de ser imprescindível”, afirmou Gina Pell em entrevista para a revista Marie Claire. “As perennials têm sede de experiências tanto quanto as millennials”, complementou Sandra Peat, cofundadora da SuperHuman, na matéria.

meme Susana Vieira

Nós batemos um papo sobre o assunto com as psicanalistas Paula Prates e Fabiana Ratti, ambas do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, e, de acordo com as profissionais, o rótulo de meia-idade vem de uma época na qual as mulheres ficavam restritas ao âmbito doméstico e não podiam acessar e se desenvolver em outros âmbitos, tais como os acadêmicos, profissionais e políticos, e nem mesmo podiam abrir mão da maternidade, por exemplo. “Na medida em que essa divisão de lugares e espaços vai se diluindo devido às conquistas e avanços da mulher na sociedade, em grande parte, graças ao movimento feminista, esse clichê deixa de fazer sentido”, explicaram.

Ainda segundo Paula Prates e Fabiana Ratti, ao observarem o livre ir e vir das mulheres ‘perennials’, as meninas mais jovens só tendem a ganhar esperança e confiança em si mesmas e no futuro, porém, para as entrevistadas, o próximo passo do movimento feminista como um todo é o crescimento de cada mulher de acordo com suas particularidades individuais. “Como dizia o psicanalista francês Jacques Lacan, cada mulher é única e a felicidade está em conseguir exercitar essa singularidade”, finalizaram.

 

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