A americana Katie Bouman, de 29 anos, fez história na última terça-feira (10) ao permitir que o mundo visse pela primeira vez a imagem de um buraco negro. O algoritmo criado por ela permitiu fazer a foto e comprovar a Teoria da Relatividade de Albert Eisntein, divulgada há mais de um século.

Katie disse à revista Time que a imagem foi feita no ano passado e que ela e seus colegas tiveram que guardar segredo. “Foi muito difícil ficar com a boca fechada. Eu nem sequer contei à minha família”, relembrou. Nesta semana, ela pôde finalmente comemorar o feito e publicou foto no Facebook: “observando, incrédula, enquanto a primeira imagem que fiz de um buraco negro estava sendo reconstruída”, escreveu na legenda.

Katie começou a trabalhar no projeto em 2016 quando estudava Engenharia Elétrica e Ciências da Computação no MIT. O próprio instituto comparou seu trabalho ao de Margaret Hamilton, que criou um código que permitiu a viagem do homem à lua.

Ainda à revista, Katie comentou sobre a presença de mulheres no universo das ciências. “Às vezes penso sobre isso. Como podemos envolver mais mulheres? Um ponto-chave pode ser mostrar que o trabalho em ciências da computação ou em engenharia não é só sentar no laboratório e montar um circuito ou escrever código no computador. É trabalhar com pessoas de todo o mundo, é ir a telescópios que estão a mais de 4 mil metros de altitude. É trabalhar para captar a primeira fotografia de um buraco negro”, comentou.

Em novo post, Katie reforçou a importância do trabalho em equipe, dizendo que o resultado envolveu 200 pessoas em todo o mundo, entre astrônomos, engenheiros e matemáticos. “Nenhum algoritmo ou pessoa fez esta imagem. Foi preciso o talento de uma equipe de cientistas de vários pontos do globo e anos de trabalho para desenvolver os instrumentos, o processamento de dados, os métodos e as técnicas de análise que foram necessárias para conseguir este feito que parecia impossível”, escreveu.

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