Uma dupla de pai e filho de Cleveland, nos Estados Unidos, teve uma ideia original, e um tanto polêmica, para eternizar a memória de entes queridos falecidos: preservar suas tatuagens e transformá-las em quadros.

“[Considerando] a arte da tatuagem e o quanto ela representa para as pessoas, por que não mantê-las após a morte?”, indagou Kyle Sherwood, filho de Michael, ao portal 9News. Os dois tiveram a ideia após um amigo sugerir, na brincadeira, que gostaria de preservar sua tatuagem.

Nascia então a Save My Ink Forever: “as pessoas colocam cinzas em urnas e visitam os túmulos com o nome do ente querido. Por que não manter a tatuagem como um memorial?”, provoca Kyle.

Ao portal, ele explica que a tatuagem é ‘recortada’ na funerária dentro de 72 horas após o falecimento e o trabalho pode ser feito antes ou após o embalsamento do corpo. Mas ressalta que o serviço não interfere no funeral tradicional.

Após a retirada, a pele passa por um longo processo de tratamento e preservação. O trabalho é entregue à família dentro de três meses. “Não precisa de manutenção, só a trate como uma arte”, diz Kyle.

Lidar com a morte não é algo inédito para a família. Michael é a terceira geração a trabalhar como agente funerário.

A empresa, no entanto, possui regras: eles não retiram tatuagens feitas no rosto ou nas genitais. Também já recusaram pedidos para fazerem abajures e capas de livros com as peles tatuadas. “Queremos ajudar as famílias a realizarem um último desejo, não estamos tentando criar um show de horrores”, explica Kyle.

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