Uma nova pesquisa britânica chamou a atenção para os tipos de emoções que mulheres e homens experienciam no trabalho e o resultado é alarmante. O estudo elaborado pela Anglia Ruskin University indicou que o ambiente serve de “gatilho emocional” para muitos funcionários.

Os pesquisadores entrevistaram 2 mil trabalhadores e 250 supervisores para entender o que os tira do sério em seus serviços e como se expressam. Eles descobriram que seis emoções, apelidadas de ‘Big Six’, destacam-se: alegria, surpresa, raiva, tristeza, nojo e medo. No entanto, o que gera tudo isso normalmente não é o trabalho em si, mas sim os colegas.

Segundo os resultados obtidos pelo jornal Daily Mirror, homens são mais emotivos no trabalho do que mulheres, mas são elas que têm mais propensão a ficarem estressadas ou frustradas.

Pesquisadores apontam que homens tendem a se envolver emocionalmente nos projetos, fazendo com que experienciem com mais força sentimentos negativos caso percam o prazo ou ultrapassem o orçamento. Além disso, é duas vezes mais provável que levem uma crítica para o lado pessoal, com 43% dos participantes admitindo terem recorrido a gritos para extravasar. Em comparação com as mulheres, homens são mais propensos a tomarem decisões drásticas baseadas em emoções.

Outro problema apontado pelo estudo é que um em cada três funcionários opta por esconder suas reais emoções no trabalho. E os supervisores reforçam este comportamento: 30% acreditam que se expressar na empresa é sinal de fraqueza e 51% deles acreditam que o ambiente de trabalho deveria ser isento de emoções, sejam elas positivas ou negativas.

Para Terri Simpkin, professora sênior de liderança e educação corporativa da Anglia Ruskin University, a maior parte das pessoas suprimem suas emoções por medo de serem julgadas.

No entanto, em sua análise, para que as empresas sejam mais produtivas e receptivas, o local de trabalho deve ter uma maior consciência das emoções humanas. “Com as empresas se tornando cada vez mais digitais, a capacidade de liderar e saber como agregar pessoas emocionalmente conscientes será a chave para o sucesso.”

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