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Seis pessoas foram condenadas no Marrocos a penas de até três anos de prisão por serem homossexuais, depois que o pai de uma delas apresentou uma denúncia à polícia.

Segundo disse nesta quinta-feira (15) o advogado Ahmed Amin Chaabi, que atuou como parte civil contra os acusados, o Tribunal de Primeira Instância de Fqih Bensalah, centro do país, condenou na segunda-feira (12) seis pessoas por “libertinagem, mediação na prostituição e homossexualidade” e, uma delas, também por embriaguez.

Um primeiro jovem foi detido após ser denunciado por seu próprio pai e, quando estava depondo na delegacia, recebeu um SMS em seu telefone que permitiu deter os outros.

A prática da homossexualidade é expressamente condenada no Código Penal marroquino com penas de até três anos de prisão, além de grande reprovação social.

Na última semana, um grupo de ativistas pró-direitos humanos divulgaram um vídeo para condenar a homofobia no país, mas curiosamente não contava com nenhuma pessoa que se declarasse homossexual, tamanha a recriminação pública do tema.

A divulgação do vídeo levou o Partido Justiça e Desenvolvimento, de orientação islamita e à frente do governo marroquino, a pedir explicações ao ministro de Assuntos Islâmicos, Ahmed Tawfiq, que respondeu que a melhor maneira de enfrentar “esse tipo de questão” era “a sabedoria e a pregação”.

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