Gosta de cerveja, mas não entende muito do assunto e nem sabe qual comprar quando encontra aquela prateleira lotada no supermercado? Calma! Conversamos com especialistas para tirar todas as dúvidas sobre esta paixão mundial.


Para começar, a cerveja é basicamente feita de malte, lúpulo, água e levedura. “Mas pode levar outros adjuntos, como frutas, açúcares, condimentos ou até milho”, explica o sommelier de cervejas e chef Guilherme De Rosso.

E fica aqui o alerta já que as marcas mais consumidas nos bares e botecos brasileiros levam xarope de milho na receita, o que não faz parte da composição original. “A função do milho é deixar a bebida mais leve e diminuir custos, já que o malte de cevada é caro”, diz o sommelier.

Cerveja

Bruno Kepper / Virgula

A bebida é divida em três famílias. A Lager, que tem levedura de baixa fermentação. A Ale, de levedura de alta fermentação. E a Lambic, de fermentação espontânea.

Depois, são subdivididas em estilos. Entre eles, os principais são:

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Pilsen
Cerveja da família Lager e o tipo mais consumido do mundo. É clara, com baixo corpo, fácil de beber, baixo teor alcoólico, levemente amarga e com final seco.
Marcas: Brooklyn Pilsner e Bitburger
Teor alcoólico entre 4,2% e 5,4%
Harmoniza com frango e frutos do mar

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American Lager
Cervejas mais comerciais, como Skol, Original, Antártica, Budweiser, Miller. Apesar de se denominarem como Pilsen, elas são Lager. Tem alto ‘drinkability’ (fácil de beber), pouco amargor, final relativamente seco, aroma suave de cereais, cor dourada e cristalina.
Teor alcoólico entre 4,2% e 5,3%

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American Pale Ale
Coloração varia de dourado pálido a âmbar profundo, aroma de malte secundário lembra crosta de pão tostada, corpo médio-levo a médio, amargor médio mas com final suave.
Marca: Way APA
Teor alcoólico entre 4,5% e 6,2%
Harmoniza com comida de boteco e carne grelhada

English Pale Ale
Chamada também de Extra Special e Strong Bitter. Tem coloração de dourada a cobre profundo, aroma terroso de lúpulos ingleses e de malte que podem lembrar desde caramelo até um leve biscoito, baixo nível de álcool, fácil de beber.
Marcas: Morland Old Speckled Hen
Teor alcoólico entre 4,5% e 6,2%
Harmoniza com comida de boteco e carne grelhada

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Weizenbier
Cerveja de trigo dividida em dois tipos: Hefe-Weizenbier (não filtrada) e Kristalweizen (versão filtrada e cristalina). Bebida muito refrescante com aromas fenólicos de cravo que lembram banana, cor pode variar de amarelo palha para dourado escuro, com colarinho branco grosso e consistente. Corpo leve, sabor condimentado e frutado.
Marcas: Paulaner e Erdinger
Teor alcoólico entre 4,3% e 5,6%
Harmoniza com omelete, carne de porco, salsicha alemã, mostarda e picles

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IPA (India Pale Ale)
Estilo de cerveja dividido em três tipos: American IPA, English IPA e Imperial IPA. As duas primeiras tem aromas cítricos e colarinho persistente, enquanto a terceira é bem mais amarga.
Teor alcoólico entre 5,5% e 7,5%
Harmoniza com comidas gordurosas, hambúrguer, queijo gorgonzola

Cerveja

Stout
Existem vários tipos de cervejas “escuras”, desde a dry-stout até a Oatmeal Stout, feita de aveia. Mas, em geral, elas tem aroma típico de café expresso proveniente do malte torrado. Ideal para ser servida entre 8 e 10 graus.
Marcas: Guiness e Murphy’s
Teor alcoólico entre 4% e 5%
Harmoniza com doces, frango grelhado, assados e chocolate

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E, com toda esta variedade de tipos, qual a melhor cerveja? Saiba que não tem, que como tudo que é bom na vida, depende do gosto pessoal. “Cerveja boa depende muito da ocasião. Tecnicamente falando é uma cerveja que dentro daquilo que se propôs fazer, fez bem feito. É quando o que supre as expectativas e encontramos no copo o que era esperado”, explica Reynaldo Fogagnoli, mestre cervejeiro da SUD, cervejaria do sul do Brasil.

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