Nos Estados Unidos, mais de 35% dos encontros heterossexuais atuais que terminam em casamento são de pessoas que se conheceram online. Entre os homossexuais, o número sobe para 70%. A tecnologia mudou tanto a maneira como a sociedade se relaciona que aplicativos de paqueras somam mais de 200 milhões de usuários no mundo todo.

De olho neste novo cenário amoroso, o site The Economist listou alguns dados sobre o assunto. A internet já é o segundo lugar mais usado por americanos para conhecer um par, atrás apenas dos círculos de amigos. Uma pesquisa atual concluiu também que casais formados na web têm mais chances de serem felizes porque têm mais coisas em comum. Outro ponto positivo é o aumento de romances entre pessoas de raças diferentes que, no dia a dia, teriam chances infinitamente menores de se conhecer em um bar, por exemplo.

No entanto, os aplicativos de relacionamento têm também problemas comuns à tecnologia como um todo. Especialistas registram um aumento de casos de depressão de solteiros que se sentem em um “mercado da carne” com a enorme competitividade neste universo. O exterior retratado em fotos perfeitas é excessivamente valorizado nos aplicativos. Tanto que 10% dos perfis são falsos.

Outro ponto negativo é como os algoritmos trabalham para que pessoas iguais se encontrem online. Se, por um lado, significa mais afinidade. Por outro, significa também afunilar e categorizar as pessoas pelo nível educacional, bairro em que mora e cargo que ocupa. Estas categorias financeiras e sociais criam também “bolhas” neste universo.

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