A luta cotidiana das mulheres por liberdade, respeito e igualdade, até então abafada pela mídia e distante da pauta dos veículos de comunicação mais tradicionais, ganhou gritos de guerra tingidos em escarlate para a edição de dezembro da revista ELLE. Quatro capas diferentes foram criadas para anunciar o manifesto feminista que integra a nova edição da revista de moda, assinado por mulheres que lideram algumas frentes do movimento e responsáveis por uma revolução que abraça as ruas e as redes sociais.

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Juliana de Faria (Think Olga), Clara Averbuck (Lugar de Mulher), Sofia Soter (Capitolina), Djamila Ribeiro, Helena Dias (Azmina) e o Coletivo Blogueiras Negras elencaram as principais reivindicações das mulheres para que possamos começar a falar de igualdade em nossa sociedade; é a prova de que a luta ainda está longe do fim e que só o feminismo pode nos salvar. Além do manifesto, a revista traz uma reportagem que relaciona a moda com momentos históricos do feminismo e como a discussão do empoderamento está ganhando força entre jovens cantoras brasileiras e atrizes americanas.

“Vestida ou pelada, quero ser respeitada”, “Meu corpo, minhas regras”, “Meu decote não dá direitos” e “Minha roupa não é um convite” são os dizeres que estampam cada uma das capas, com modelos diferentes. O design da edição foi inspirado no trabalho da artista Barbara Krueger, que frequentemente aborda temas como feminismo, comunismo e luta de classes em suas criações.

“ELLE trata de moda e de beleza, mas também é comprometida com as questões que envolvem a mulher em todos os sentidos. Esse ano já quebramos paradigmas colocando leitoras de verdade na capa e agora não podíamos deixar passar esse momento tão emblemático da tomada de consciência feminista no Brasil”, afirmou Susana Barbosa, diretora de redação da marca.

Veja as capas aqui:

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