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Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estão sendo marcados por uma palavra: diversidade. Nunca se teve um time de atletas com tantos nomes assumidamente LGBTQ competindo em provas oficiais. São 43 no total, sendo que alguns atos emblemáticos estão produzindo imagens que representam exatamente essa realidade.

O último deles – e talvez o mais importante – foi o pedido de casamento ocorrido na cerimônia de premiação do rúgbi feminino, nesta terça-feira (9), em Deodoro. Vestida como voluntária, uma mulher desc0nhecida entrou em campo com um microfone e deixou todo mundo meio apreensivo, já que ninguém sabia direito o que ela pretendia.

Era Marjorie Enya, que, de fato, presta trabalho voluntário para a equipe dos Jogos. O que ela queria? Pedir Isadora Cerullo, jogadora da seleção brasileira da modalidade e sua namorada, em casamento.

Quanto amô

Twitter/Reprodução Quanto amô

As fotos percorreram o mundo e fizeram com que todos passassem a notar essa característica especial da primeira Olimpíada realizada na América do Sul, indo totalmente na contramão da onda conservadora que atingiu o país nos últimos tempos. Abaixo, nós temos algumas provas disso.

Essa é a Olimpíada com o maior número de atletas gays em todos os tempos

Muita diversidade!

Reprodução Muita diversidade!

Nunca se viu tantos atletas assumidamente LGBTQ disputando a mesma edição de uma Olimpíada. São 43 atletas disputando os Jogos no Brasil, sendo uma marca histórica e bem acima do que se via em outras épocas.

Tivemos um beijo entre dois homens na condução da tocha olímpica

<3

Reprodução <3

Os dois condutores se beijaram ao passarem a tocha um para o outro na etapa de Ipanema, já no Rio de Janeiro, do revezamento. A orientação sexual e a relação dos dois não foi divulgada, mas o que importa é que o gesto comprovou, mesmo antes do início da Olimpíada, que teríamos um evento repleto de diversidade.

Cinco ciclistas que puxaram as delegações na cerimônia de abertura eram transexuais 

Lacre eterno

Reprodução Lacre eterno

Outro fato que tem chamado a atenção de todo mundo até aqui é o número de transexuais que estiveram na cerimônia de abertura dos Jogos, na sexta-feira (5). Ao todo, cinco dos ciclistas que puxaram as delegações dos países eram transexuais, algo até então inédito. Incluindo Lea T. Aliás, por falar nela…

Lea maravilhosa

Twitter/Reprodução Lea maravilhosa

A modelo mundialmente conhecida puxou a delegação brasileira no Maracanã, encerrando o desfile. Foi a primeira vez na história dos Jogos que isso aconteceu. Proporcionalmente, o número de trans ainda é pequeno perto do geral, mas a presença crescente já traz um significado bem grande.

O primeiro ouro do Brasil é de uma mulher negra, da periferia e homossexual

Linda!

Twitter/Reprodução Linda!

Rafaela tem um relacionamento assumido com Thamara Cezar, ex-judoca que namora a campeã olímpica há três anos. O fato dá ainda mais combustível para a simbologia desse ouro da Rafa.

Tom Daley é uma estrela do salto ornamental e assumidamente gay

Ele se assumiu em 2013

Twitter/Reprodução Ele se assumiu em 2013

Tom Daley é uma verdadeira estrela do salto ornamental. O britânico ganhou a medalha de bronze na segunda-feira (8) e compete desde os 14 anos, quando estreou em Pequim 2008. Mas um fato muito marcante – e recente – mudou a sua trajetória profissional e sua vida. Daley se assumiu gay em 2013, aos 19 anos. Desde então, virou um símbolo contra a opressão aos homens gays no esporte e uma referência da comunidade LGBTQ.

Outra esperança de medalha, Larissa é casada 

Larissa é casada

Twitter/Reprodução Larissa é casada

Companheira de Talita no vôlei de praia, Larissa é esperança de medalha para o Brasil e homossexual assumida. A atleta é casada com a também jogadora Lili Maestrini.

E, claro, esse momento 

Amor puro!

Twitter/Reprodução Amor puro!

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