Eu com ela. Ela com ele. Outra comigo. Todos com todos. Confuso? Difícil de imaginar? Nem tanto…

Essa é uma cena que pode ser vista facilmente em um tipo de ambiente cada vez mais procurado por casais sedentos de curiosidade e diversão: as casas de swing. Existem milhares delas espalhadas por todo o país, mas ainda há um certo bloqueio que distancia a maioria das pessoas dessa realidade. Você, por exemplo, sabe o que rola em um lugar desses?

O slogan de uma das principais casas de swing de São Paulo é: “Onde tudo é permitido, mas nada é obrigatório”. Será que é assim mesmo que funciona? O jovem F.M., 22, freqüentador assíduo desse tipo de ambiente, garante que sim. “O clima que rola nessas casas é super tranqüilo. Todo mundo respeita suas escolhas e suas vontades. Não tem isso de ficar pressionando ou enchendo o saco. Ninguém é obrigado a fazer nada lá dentro”.

Uma das maiores dificuldades de quem nunca freqüentou ou nem conviveu com pessoas que freqüentam essas casas é conseguir imaginar como que os casais fazem pra lidar com o ciúme e com outros sentimentos afetivos que envolvem a relação.

A psicóloga e terapeuta sexual Dra. Sandra Vasques explica que o casal precisa estar muito bem resolvido sexualmente e afetivamente pra entrar em uma experiência dessas. “Eles tem que estar muito seguros. Se o casal procurar a casa de swing pra tentar sair de uma briga ou resolver algum problema, a tendência é que a relação fique ainda pior. Isso porque o ambiente é propício pra desenvolver o ciúme e a desconfiança”, afirma.

Ela também identifica o perfil daqueles que costumam freqüentar o ambiente e diz que é importante seguir algumas regras de comportamento. “Tem pessoas que vão sozinhas, só pra observar. Agora, tem casais que buscam sair da rotina ou que gostam mesmo de ter uma terceira ou quarta pessoa na relação. Em todos os casos, é fundamental que o casal respeite algumas regrinhas de comportamento, combinadas entre eles. Regras como ‘não pode haver penetração’ ou ‘só pode ficar com quem eu aprovar’ são importantes pra que haja o mínimo de controle e evite futuras discussões”, revela.

Quer saber mais? Então se liga nesses detalhes, que vão fazer você entrar de vez no mundo do famoso troca-troca…

Tipos de Swing

Soft Swing: quando os diferentes parceiros trocam carícias, beijos ou sexo oral, SEM penetração.

Hard Swing: quando a penetração entre os parceiros é permitida.

Variações

MFFM: swing entre mulheres bissexuais e homens heterossexuais

MFMF: swing entre mulheres e homens heterossexuais

FMMF: swing entre mulheres heterossexuais e homens bissexuais

MMFF: swing entre mulheres e homens bissexuais

Estrutura

Os ambientes da maioria das casas de swing não são muito diferentes daquilo que é encontrado nas baladas e danceterias tradicionais: pistas de dança, bar, espaço lounge. A diferença está naquilo que é definido por área íntima. Lá, além de shows de striptease, por exemplo, você deve encontrar:

– Camão ou tatame: um tipo de cama gigantesca em que vários casais podem fazer sexo ao mesmo tempo, normalmente com muitas pessoas ao redor, assistindo e participando.

– Darkroom ou quarto escuro: como o próprio nome já diz, são ambientes sem iluminação, em que os casais se guiam por estímulos auditivos e “escolhem” seu parceiros com total privacidade.

– Labirinto: também costuma ter pouca iluminação e o trajeto é cheio de “surpresas”, como salas privativas ou confessionários, além de salas repletas de buracos para poder espiar ou interagir com outros quartos.
Esse é o kit básico, mas as casas podem apresentar outras atrações, como aquários (quartos com paredes de vidro), cadeiras eróticas, etc.

Vale lembrar que o uso de preservativos é absolutamente fundamental nesse tipo de casa, já que a rotatividade é grande e os parceiros muitas vezes nem se conhecem. E então, quer matar a curiosidade e apimentar a relação? Opções não faltam pra você se divertir…

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