Bateu aquele aperto no coração? Calma, pode ser fome, sono ou apenas carência, na pior das hipóteses. Muitas vezes, esse sentimento transforma-se no grande vilão da história, responsável por algumas loucuras quando as coisas fogem ao controle. Lembra daquelas mensagens nervosas que você mandou uma vez? Ou daquela vez em que acusou um amigo ou namorado de nunca ter se importado de verdade com você? De fiscalizar o WhatsApp e exigir uma resposta imediata no meio da madrugada? Pois é, essa expectativa e dependência em relação aos outros acaba trazendo mais sofrimento do que paz, no fim das contas.

A necessidade de se conectar e relacionar é natural do ser humano. Faz parte das interações saudáveis que buscamos criar todos os dias. O lado negativo desse anseio tão humano, porém, é a dependência extrema dos outros, o que causa aquela angústia que a gente conhece tão bem. Parece uma dor sem fim, né? Insegurança, ansiedade, terror, tristeza e pânico são alguns dos saldos prejudiciais dos carentes, que com frequência se sentem ignorados ou abandonados por aqueles em que confiam e depositam todas as expectativas de segurança e felicidade.

Em vez de se machucar e torturar tanto com a falsa ideia de reciprocidade nas relações, que tal por um ponto final à vilã da carência? Quem dá as dicas é o especialista Craig Malkin, psicólogo clínico e professor da Escola de Medicina da Universidade de Harvard. Veja 5 passos para trabalhar a carência e superá-la do jeito certo:

1 – Respire fundo: se o problema é o medo, e não a solidão ou necessidade de se conectar, a dica é reduzir o estresse do momento com técnicas simples e eficazes para controlar a respiração, que já alivia o aperto no peito. Aproveite para correr um pouco, meditar, caminhar ou qualquer outra atividade para diminuir a ansiedade e os impulsos da carência.

2 – Crie laços: pesquisadores descobriram que existe, sim, um caminho saudável para se relacionar com as pessoas. Não é preciso “sufocar” essa necessidade, muito pelo contrário; expor vontades e temores àqueles que estão ao nosso redor diminui expectativas sem sentido e cria laços verdadeiros emtre todos, sem a cobrança cega da carência. Essa sim é uma dependência positiva e saudável entre amigos, amores e familiares.

3 – Pratique a atenção plena (ou mindfulness, se preferir): técnicas de meditação que promovem esse estado de consciência também afastam o terror da carência. Sente-se e escreva tudo o que está sentindo, sem tentar dispersar as emoções negativas. Por que elas estão ali? Como aceitá-las e trabalhá-las? É bem simples, na verdade. Dessa maneira, aprendemos a tolerar nossas próprias falhas, defeitos e temores, sem cobrar nada dos outros.

4 – Examine seus relacionamentos: normalmente, atraímos pessoas com gostos e personalidades semelhantes. A carência vem no mesmo pacote. O importante, nesse momento de introspecção e análise, é avaliar se o sentimento é recíproco ou se algum dos lados está embarcando na viagem da cobrança indevida e sem justificativa. Esse é um relacionamento de mão-dupla, mesmo? A carência é sua ou do outro?

5 – Crie espaço para as suas necessidades: ignorá-las e jogar tudo para debaixo do tapete só faz com que nossos “desejos” não atendidos ganhem força e controlem algumas decisões de um jeito nada maduro ou legal. Sim, você precisa entender o que realmente quer e precisa antes de responsabilizar os outros pelas necessidades que foram ignoradas. É preciso saber o que está em jogo,  o que são e de onde vêm esses anseios – sem demonizações desnecessárias ou autoflagelo, é claro!

Se a carência tá batendo forte na fase pós-término, veja mais dicas científicas para superar a deprê e aproveitar essa nova fase:

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