Assédio e discriminação têm sido assuntos recorrentes na Copa do Mundo da Rússia. Além da perseguição local aos homossexuais, a imprensa russa tem criticado as mulheres de seu país pelo comportamento sexual livre durante a competição. O jornalista Platon Besedin, colunista do jornal Moskovsky Komsomolets, um dos mais expressivos do país, chamou as mulheres de “putas”.

“As redes sociais estão cheias de vídeos de russas jovens se comportando como prostitutas de baixa responsabilidade social. Isto tem acontecido nas cidades dos jogos. Elas agem como putas com os estrangeiros”, escreve. E, continua: “temos um mar de ovelhas negras. Se não quisermos que a imagem da Rússia seja relacionada com putas vulgares caçando por uma vítima estrangeira, devemos agir agora. Algumas delas estão preparadas para dormir com eles de graça, só porque vêm de outro país. Elas se esqueceram dos conceitos de moral e vergonha. Nós criamos uma geração de putas preparadas para abrirem as pernas assim que ouvirem um homem falando outra língua”.

A coluna foi publicada na última semana dias depois de uma das “musas” da torcida russa ser identificada como atriz pornô. A publicação repercutiu na Rússia e diversas entidades, veículos de comunicação, influencers e juristas iniciaram campanhas contra o assédio e petições exigindo retratação do jornalista. De acordo com o The Sun, outros veículos foram na contramão e fizeram matérias incentivando a liberdade sexual das russas.

Por outro lado, parte da sociedade russa concorda com Besedin e está “envergonhada”. Segundo a BBC, no VK, rede social da Rússia semelhante ao Facebook, indivíduos e grupos têm ofendido e ameaçado mulheres que tenham qualquer relação com estrangeiros. Os grupos identificados como “pink vaginas” falam em perseguição, espancamento e até morte às russas.

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