(Da Redação) – Um relatório divulgado nessa segunda-feira (16/6) denuncia a livre e interminável devastação da floresta amazônica em Rondônia. Segundo o dossiê "O Fim da Floresta?", preparado pela ONG Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), o governo do estado é o principal responsável pelo desmatamento da região. Os motivos são tanto as propriedades irregulares da família do governador Ivo Cassol (sem partido) quanto a vista grossa que é feita a respeito das áreas preservadas do estado. Segundo o documento, "o clima de impunidade contribui para o avanço do desmatamento". O governo de Rondônia nega as acusações.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento no estado chegou a quase 9 milhões de hectares em julho de 2007 (mais de um terço de sua área total). Com isso, Rondônia está "à frente de vizinhos como Pará e Mato Grosso, considerados "campeões do desmatamento". Da superfície originalmente coberta por florestas – 202.776 km2, aproximadamente 44,33% foram desmatados até julho de 2007".

Rondônia possui diversos tipos de áreas destinadas à preservação ou à exploração sustentável: Reservas Extrativistas (Resex), Florestas Nacionais (Flonas), Florestas de Rendimento Sustentável (Fers), Unidades de Conservação de Proteção Integral (UCs), Áreas de Uso Especial e terras indígenas. Segundo o relatório do GTA, todas têm sido alvo de ações predatórias.

O outro lado: Governo de Rondônia

Por meio de sua assessoria de imprensa, o governo de Rondônia rejeitou as acusações do relatório do GTA.

Para a administração estadual "as áreas que atualmente estão sofrendo desmatamento pertencem, na grande maioria, à União, como as Florestas Nacionais e Áreas Indígenas, onde o Governo do Estado não pode, por lei, agir para impedir qualquer ação neste sentido", contestou a nota oficial. Para o governo local, Brasília não exerce a fiscalização necessária.

Segundo nota divulgada, "O desmatamento nas áreas de domínio do estado caiu substancialmente nos últimos anos, graças às políticas de fiscalização adotadas pela Sedam, que coíbe o desmatamento e age de maneira enérgica, na forma da lei, para impedir crimes ambientais." O texto também ressaltou que em junho tem início uma campanha publicitária estadual para informar a população sobre a importância da preservação da floresta e o risco de queimadas.

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