Apertaram o botão fast-forward na vida de Fabio Porchat. Em menos de dois meses, o humorista do Porta dos Fundos perdeu 14 quilos, separou-se da mulher, lançou dois filmes, estrelou pelo menos dez campanhas publicitárias, além de tocar os esquetes com sua produtora de humor na internet. E mais: amanheceu sob rumores de queria tido um encontro “quente” com a cantora Anitta. “Acordei namorando com a Anitta. Pegou bem”, brincou. 

Virgula Diversão encontrou com Fabio nos bastidores do programa Pânico, em São Paulo, nesta quarta-feira (30), e conversou sobre política, humor e a sociedade com Luciano Huck, entre outros assuntos.

Veja na entrevista:

Você está fazendo um programa com a Tatá Werneck para o Multishow, certo?
Não tem nada ainda. Não tem nada escrito, nada desenhado… Ele foi uma sugestão do Multishow. Achei genial. Melhor ainda sendo de auditório, maravilhoso. Nos conhecemos há uns três anos, do Rio.

Você já foi processado?
Nunca.

Como não?
Nenhum comediante foi processado, quase ninguém. Leandro Hassum não foi, Marcelo Médici não foi, Marcelo Adnet não foi. Eu não fui, o Caruso não foi, Gregório… Quem foi é exceção, que chamam atenção. Danilo e Rafinha, no caso. Mas 99% das pessoas nunca foram processadas.

Vocês não abordaram as manifestações no Porta dos Fundos. Por quê?
Hummmm. Não. manifestantes não. Temos alguns esquetes lá escritos, mas ainda não entrou na produção. Porque tem de ser externa a gravação, chove e tal. Mas não é um assunto proibido, é só que não teve mesmo.

É verdade que o Luciano Huck é investidor do Porta dos Fundos?
A Joá é investidora da Porta dos Fundos. E o Luciano Huck é um dos sócios da Joá. Não sei te responder quando foi que eles entraram.

Tem mais investidores?
Não. Somos só nós. Qualquer pessoa pode investir porque é uma empresa de capital aberto. Faça uma proposta!

Você ficou rico?
Eu ganhei dinheiro. Não gasto nada, só trabalho. Viajo, gosto de viajar. Vou para a África do Sul no final do ano, ficar 20 dias lá.

Qual o lugar mais engraçado que você já foi?
Japão. É um povo diferente, tem sex shop a cada esquina, os programas de TV são curisíssiomos, você não entende uma palavra do que lê, fica totalmente perdido.

Investiu seu dinheiro?
Tenho um cara que faz isso pra mim, que investe. É meu amigo de escola! Pelo menos dá pra confiar [risos].

Já pensou em apoiar campanha, candidato, se envolver em política?
Não. Eu falo em quem eu voto abertamente. No Rio eu voto no Eduardo Paes, votei em duas eleições… Mas apoiar pra quê? Pra quê entrar neste submundo do crime?

E as manifestações, você apoia?
Apoio. Aquele velho discurso, né? Todas as manifestações são maravilhosas, mas sem violência… Mas eu acho que apesar de ser despropositado, de tomar uma proporção muito maior do que é, os black blocs chamam a atenção pras causa deles. A gente sabe que, no Brasil, se não chamarem a atenção, ninguém faz nada. O aeroporto Santos Dummont era um lugar jogado às traças até que teve um incêndio. Aí reformaram. No Brasil, a gente tem de torcer pela tragédia pra algo acontecer. Só consegue resolver uma questão de alagamento quando alaga e mata um monte de gente. É uma merda. Só resolve as questões das encostas quando tem um desabamento. Pra uma pessoa ser ouvida, ela precisa quebrar um banco – aí prestam atenção. Mas percebo que a população já não está muito a favor disso tudo.

O Porta dos Fundos costuma tirar sarro de classes opressoras, como os preconceituosos, e não dos oprimidos, como os que sofrem preconceito. É uma escolha consciente?
É mais engraçado tirar sarro do idiota do que de um negro que é queimado vivo. É mais engraçado rir da maioria.

Agora que você está malhando, magro, solteiro, namorando a Anitta, segundo rumores… aumentou o assédio?
[risos] Acordei namorando a Anitta! Pegou bem, sabia? Eu não vou nem desmentir, pegou bem pra mim. Mas aumenta. Quando você está solteiro, aumenta naturalmente. Ainda mais fazendo o monte de coisas que estou fazendo. Mas eu não.. Não dou conta [risos]. Só trabalho. Vou sair, fazer exercício no hotel, vou pra santos…

Já apareceu fã dentro do seu armário, embaixo da sua cama, jogando calcinha no palco…?
Não… comediante não passa por isso isso, cantor que sofre. Já teve uma mulher que colocou no Twitter: ‘me engravida, Fabio Porchat’. Foi o mais ousado[risos]

Ela era gata?
Não sei, não olhei, foi só no Twitter [risos].

Você quer ter filhos?
Nããão… Dá muito trabalho. Difícil.

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