O promotor Juan Gómez pediu nesta sexta-feira (28) que a justiça de seu país julgue o presidente da Conmebol, Eugenio Figueredo, por fraude, lavagem de dinheiro e apropriação indevida, após uma denúncia feita por oito equipes uruguaias.

Nas próximas horas, o tribunal especializado em crime organizado responderá se vai ou não aceitar o pedido do promotor e iniciar as investigações. A denúncia contra Figueredo foi apresentada por Peñarol, Miramar Misiones, Cerro Largo, El Tanque Sisley, Rentistas, Cerro e Racing, além do sindicato de jogadores profissionais do Uruguai, na última segunda-feira (24).

Segundo os clubes, na Conmebol, existe uma “organização criminosa” que está desviando o dinheiro que deveria ir para os times, jogadores e a própria organização por meio da comercialização dos direitos de televisão da Taça Libertadores, publicidade e patrocínios.

No comunicado, as equipes explicitaram suas suspeitas sobre atividades ilegais vinculadas a Figueredo, e pediram para que sejam analisados os balanços da Conmebol e que se fizesse um acompanhamento da rota do dinheiro da organização para determinar quem se beneficiou indevidamente.

Embora o crime tenha sido cometido fora do país, o promotor entendeu que há razões para iniciar uma investigação local, já que se trata de um delito que tem “consequências no Uruguai, com vítimas e suspeitos uruguaios”.

O advogado Víctor Della Vale, assessor na denúncia apresentada pelos clubes, disse hoje em entrevista à emissora Radio Carve que espera que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, seja chamado para depor.

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