Ficou decidido nesta sexta-feira (27) que o Fluminense irá disputar a Série A do Campeonato Brasileiro de 2014. Em uma votação mais uma vez unânime (oito votos a zero), o Pleno do STJD, realizado no Rio de Janeiro, manteve a punição de quatro pontos e multa de R$ 1 mil a Portuguesa, por conta da escalação do atleta Héverton na última rodada, contra o Grêmio. Com a definição, o time carioca ultrapassou a Lusa na tabela e ratificou a equipe do Canindé na Série B do ano que vem.

Totalmente irritado, o procurado Paulo Schmidt foi duro em seu discurso após o advogado João Zanforlin, que defendia a Portuguesa, alegar que o duelo contra o Grêmio não tinha validade para o torneio e que Héverton não faria diferença estando ou não no jogo.

Schmidt afirmou que Héverton deveria estar na tribuna para esclarecer o motivo de ter entrado em campo e infringir o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. “O atleta não compareceu para explicar pra torcida o que aconteceu. Se a Portuguesa perdeu os pontos, que seus torcedores cobrem do seu clube porque o atleta não veio aos autos. Deveria estar aqui dizendo o que aconteceu”, disse o procurador.

Mario Bittencourt, advogado do Fluminense, e Michel Assef Filho, do Flamengo, também discursaram no Pleno, e reforçaram suas teses já apresentadas no primeiro julgamento, realizado na última semana.

Com o discurso mais longo da mesa, o auditor Decio Neuhaus deu voto negando todos os argumentos da Portuguesa e leu discurso pronto para rebatê-los. Seguindo a mesma opinião do primeiro auditor, os demais componentes, além do presidente do STJD, Flavio Zveiter, acompanharam o veto do recurso e condenaram a Lusa, que ficou com 44 pontos e jogará a Série B.

Flavio Zveiter aproveitou, no fim do julgamento, para mandar um recado a CBF. “Marin estava equivocado. Esse tribunal é independente da CBF. A partida valia, sim. As que não valiam foram antecipadas para o sábado”, disse no julgamento.

Com a dupla derrota no STJD, a Portuguesa agora aposta em seus torcedores, que já se manifestaram a favor de uma disputa na justiça comum.

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