A má campanha nas Eliminatórias da Concacaf causou uma reformulação na seleção mexicana, que ao menos em um primeiro momento deu certo, já que a equipe goleou a Nova Zelândia por 5 a 1 nesta quarta-feira no estádio Azteca, no jogo de ida pela repescagem, e se aproximou da vaga na Copa do Mundo de 2014.

Para o confronto com a representante da Oceania, o México contratou Miguel Herrera, do América-MEX, como interino, e ele optou por convocar apenas atletas que atuam no país. Com isso, estrelas como o goleiro Guilhermo Ochoa, o meia Giovanni dos Santos e o atacante ‘Chicharito’ Hernández, ficaram fora. A base da equipe foi justamente o campeão nacional, com sete titulares.

A reformulação abriu espaço para alguns jovens atletas e para o retorno de dois veteranos que não defendiam o país há algum tempo: o zagueiro Rafa Márquez, de 34 anos, e o meia brasileiro naturalizado Zinha, de 37.

Sem grandes dificuldades, o “Novo México” abriu 5 a 0, com dois gols de Oribe Peralta, um de Aguilar, um de Jimenez e um de Rafa Márquez. Nos últimos minutos, James descontou para os visitantes.

Quarta colocada na classificatória da Concacaf, a seleção mexicana não fica fora da Copa desde 1990, ano em que foi punida. Já os neozelandeses tentam ir ao Mundial pela terceira vez, a segunda seguida, mas para isso precisarão vencer o jogo de volta, no próximo dia 20, em Wellington, por 4 a 0 ou por uma vantagem ainda maior.

No Azteca, a Nova Zelândia apostou em um esquema mais defensivo, com apenas um atacante, Wood, que participou da Copa de 2010. Jogadores mais famosos do país, o zagueiro Winston Reid, do West Ham, e o atacante Marco Rojas, do Stuttgart, ficaram entre os reservas. Apenas o segundo entrou no segundo tempo.

A equipe visitante se postou excessivamente retrancada, e os donos da casa tinham o controle das ações. A primeira chance de perigo, a favor do México, apareceu aos dez minutos do primeiro tempo. O goleiro Moss saiu mal, Jimenez aproveitou e chutou para o gol, mas a defesa evitou que a bola entrasse.

Cada vez mais em cima, os mexicanos quase abriram o placar aos 17, em lance polêmico. Montes levantou da esquerda, e Jimenez desviou. De dentro do gol, mas sem que a bola entrasse toda, Moss salvou os neozelandeses.

A pressão continuou, e aos 23 minutos Rodríguez carimbou a trave. O volante arriscou de longe, com efeito, o goleiro desviou com a ponta dos dedos e a bola acertou o travessão.

A insistência enfim deu resultado aos 31, em bobeira da Nova Zelândia. Peralta foi desarmado, mas a defesa “devolveu”, Layún cruzou da esquerda e Aguilar, livre na direita da área, completou para o gol.

O segundo poderia ter saído três minutos depois, mas a arbitragem corretamente assinalou impedimento de Peralta. Mas o México não tirou o pé do acelerador e fez 2 a 0 aos 39, com Jimenez. Após cobrança de escanteio da direita, Penã desviou levemente no primeiro pau, e o camisa 11 arrematou.

A fatura foi praticamente liquidada nos primeiros instantes da segunda etapa. Logo aos dois minutos, Layún foi lançado com liberdade na ponta e esquerda e mandou para a área. Sozinho, Peralta, carrasco do Brasil na final do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Londres, finalizou e fez 3 a 0.

Com a grande vantagem, a seleção anfitriã diminuiu o ritmo, mas os visitantes não tinham poderio ofensivo para pressionar. Aos 17, os neozelandeses reclamaram de pênalti de Rodríguez em Rojas, que entrara pouco antes, mas o árbitro disse que não houve nada.

O gás da equipe da Oceania não durou muito, e depois dos 20 minutou o jogo voltou a ser do México. Aos 24, Escoboza acelerou pela esquerda e cruzou buscando Jimenez, mas Vicelich fez corte providencial. Dois minutos depois, Rafa Márquez, ex-jogador do Barcelona, cobrou falta e exigiu grande esforço de Moss.

As oportunidades continuavam aparecendo, e a equipe anfitriã aumentou a diferença aos 35. Jimenez aproveitou avenida deixada pela defesa neozelandesa e cruzou da direita para Peralta cabecear com força e marcar mais um.

Nem bem a torcida comemorou o quarto gol e, três minutos depois, Rafa Márquez deixou o dele. Layún bateu escanteio da esquerda, a marcação apenas olhou e o zagueiro, também de cabeça, deixou o dele.

A sobrevida, ou apenas o gol de honra, da Nova Zelândia aconteceu aos 40. Depois do chuveirinho na área, a zaga não conseguiu cortar completamente e a bola sobrou para James, que acertou o cantinho, tirando do goleiro Muñoz.

Ficha técnica:

México: Muñoz; Aguilar, Valenzuela, Rafa Márquez e Layún; Rodríguez, Medina, Peña (Escoboza) e Montes (Zinha); Peralta (Molina) e Jimenez. Técnico: Miguel Herrera.

Nova Zelândia: Moss; Lochhead, Smith, Vicelich e Durante; Bertos, Barbarouses, McGlinchey, Brockie (Rojas) e Christie (James); Wood (Fallon). Técnico: Ricki Herbert.

Árbitro: Viktor Kassai (Hungria), auxiliado por seus compatriotas Gabor Eros e Gyorgy Ring.

Cartões amarelos: Wood, Vicelich, Durante, Bertos e James (Nova Zelândia).

Gols: Aguilar, Jimenez e Peralta (2x) e Rafa Márquez (México).

Estádio: Azteca, na Cidade do México

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