Claudia Raia falou sobre sua personagem em Salve Jorge, a vilã Lívia Marini, em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, desta terça-feira (23). Ela contou sobre a reação das pessoas quando a encontram pelas ruas do Rio de Janeiro.

“É horrível. Quando chego, as pessoas levam susto, um sobressalto. É medo mesmo. Elas dão parabéns pelo trabalho, mas falam que estão que estão com ódio. Uma vez, entrei no elevador e uma mulher perguntou se eu não tinha medo de levar um tapa na cara. Pensei: ‘Ai, meu pai, vai ser agora’. Falei que era tudo mentira, que sou atriz”, diz a atriz.

Além disso, ela comenta a fama do instrumento letal que sua personagem costuma usar para acabar com as pessoas que atrapalham seu caminho: “Onde eu passo, perguntam se não tenho seringa na bolsa e dizem: ‘Não me leva para a Turquia’”.

Recentemente, o filho da atriz, Enzo, de 16 anos, publicou uma foto em seu Instagram em que aparece levando uma seringada da mãe de brincadeira: “Ganhei de um amigo, aquilo é uma caneta. Mostrei para as crianças e o Enzo falou para tirar uma foto”.

Na reta final da novela, Claudia conta que ainda não sabe o que acontecerá com Lívia: “Pelos textos que recebi, ainda faltam 13 capítulos. Dos que li, ela ainda não se deu mal”. Mesmo assim, ela arrisca um final para a personagem: “Ela devia levar uma surra de todas as presas na cadeia. E, depois de muito machucada, receber uma sentença perpétua. Só a cadeia é pouco. No Brasil, a gente não tem pena maior que essa. As pessoas são pegas e, em dois anos, são soltas”.

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