Na reta final de Salve Jorge, a autora Glória Perez falou sobre as críticas que recebeu durante a novela, principalmente nas redes sociais, em entrevista para o jornal Diário de São Paulo, desta segunda-feira (13). Ela discutiu algumas vezes com telespectadores no Twitter e também chegou a explicar algumas cenas da trama.

“Eu fiz a primeira novela interativa, sou do tempo da BBS (canal de comunicação por meio de mensagens instantâneas, anterior à internet) e escrevi Explode Coração, em 1995, interagindo com o público. Mas na internet de hoje fica mais complicada essa avaliação, porque tem excesso de fakes, trolls (pessoas que provocam discussões sobre determinados assuntos), panfletagens orquestradas… É preciso saber filtrar. Essa coisa de amar ou odiar não me incomoda. Uma novela é sucesso quando desperta sentimentos fortes: amor, ódio, vale tudo aí. Só não vale a indiferença”, declarou Glória.

O capitão Théo, que é o mocinho da história, vivido por Rodrigo Lombardi, fugiu do padrão encontrado na maioria das tramas, ao trair a ex-namorada Érica (Flávia Alessandra) com a amiga Márcia (Fernanda Paes Leme), com Morena (Nanda Costa) e até com a vilã Lívia (Claudia Raia).

Assim, a autora tentou mostrar o personagem de uma maneira mais real e explica: “Esse movimento contra  Théo só quer dizer que a história mexeu, provocou emoções e é isso o que eu busco. Além do mais,  Théo é humano, e humanos fazem coisas assim. Acertam, erram, se atrapalham e dão a volta por cima! Espelho incomoda”.

Sobre o sumiço de alguns personagens ao longo da trama, ela contou: “O  tráfico internacional de pessoas era o tema da novela. É claro que teria o maior espaço. Muitos atores entraram para fazer pequenas participações e já sabiam disso. Talvez tenha sido um erro escolher nomes maiores para papéis pequenos, como se faz no cinema. Mas tudo estava previsto para ser como foi. Quanto ao número de personagens, não foi maior do que a média que sempre se utilizou nas novelas. Experimenta ir às páginas delas e contar”.

Glória também não se esqueceu de elogiar a atriz que fez a protagonista da história: “Nanda teve uma interpretação magistral, compondo uma típica garota dos morros e vivendo a saga de uma vítima de tráfico humano. Quando a escolhi, não considerava uma aposta, mas um tiro certeiro: e foi”.

Fechar X
Sem mais artigos