Aos 49 anos, Marcello Novaes reparou uma certa mudança de comportamento das mulheres com ele, depois que começou a interpretar o cafajeste Max em Avenida Brasil. Em entrevista para o jornal O Dia, publicada neste sábado (02), ele falou a respeito.

“É impressionante como elas chegam com uma liberdade maior. Eu não sei o que um vilão como esse desperta. Acho que existe um fetiche pelo lado debochado dele, por esse perfil malandro que tem um jogo de cintura para aceitar qualquer situação e não levar nada muito a sério. Só não fico sem graça com as abordagens porque sou muito brincalhão”, contou o ator.

Diferente do personagem, atualmente Marcello não faz o estilo “pegador” e está solteiro há cinco anos. Mesmo assim, não aceita qualquer companhia: “Cada vez mais sei o que quero. E eu desejo uma relação nova, diferente das que já tive e não deram certo. Tive dois casamentos, tenho dois filhos, já namorei, só transei, fiquei com mulher por uma noite, por uma semana, por alguns meses. O tempo passa e a gente fica mais exigente. Os critérios mudam. Eu não aceito mais mulher ciumenta que encrenca com os meus amigos, que liga toda hora querendo saber onde eu estou. Mulher tem que ser bacana e bom caráter, não gostosa e bonita. Quero uma mulher com princípios, uma cúmplice, uma companheira. Eu busco romantismo e isso anda meio raro”.

Na trama de João Emanuel Carneiro, seu personagem trai a esposa Ivana (Letícia Isnard) dentro da própria casa, atitude que o ator não vê com bons olhos hoje em dia. “Já sofri por ser traído e já traí também. E digo, sem dúvida, que a situação é sempre pior para quem trai. Você carrega a culpa e pode colocar um amor importante a perder. O que acontece é que hoje as pessoas estão muito mais permissivas com esse tipo de coisa. E isso se deve à falta de romantismo. As relações não duram nada, são curtas e superficiais. Para uma história entre duas pessoas dar certo não podem faltar duas coisas: Humor e respeito”, revela Novaes.

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