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Nanda Costa, de 26 anos, foi um dos assuntos mais comentados do fim de semana, devido à sua depilação para as fotos da edição de aniversário da Playboy. Entretanto, o ensaio já tinha dado o que falar desde o seu anúncio quando surgiram boatos de que o cachê da atriz será de R$ 3 milhões. Algo que nem ela nem a revista comentam.

Em entrevista exclusiva ao Virgula Famosos, Nanda Costa comentou sobre os bastidores do ensaio, que inclui cenas feitas na rua, da sua tão comentada depilação, e sobre a personagem, Lutécia, que criou para as fotos.

Leia abaixo a entrevista exclusiva de Nanda Costa para o Virgula Famosos.

Virgula Famosos – Como foi posar em Cuba, que é um país cheio de restrições?

Nanda Costa – Na verdade, o Bob Wolfenson (fotógrafo) já tinha visto as locações antes, mas a gente foi improvisando. Eu via um lugar e sugeria, pedia. E isso me deu uma liberdade, até porque não tem celular com câmera em Cuba. Então, não tinha perigo de vazar uma foto minha, o máximo que acontecia é uma gritaria, de chamarem os vizinhos e tal. Além disso, a gente fazia bem, rápido. Dois, três cliques, quatro no máximo. Era o tempo de o pessoal juntar e a gente entrar na van e ir para outro lugar.

Tem algumas pessoas que participam do ensaio. Vocês já tinham escolhido eles, ou foi algo que aconteceu na hora?

Tem o André, que é um guia cubano. Ele aparece em várias fotos, inclusive uma em que eu bebo rum e ele está deitado na cama. Nessa foto, ele estava por perto e eu sugeri de coloca-lo na cena. E ele acabou participando de algumas outras, porque ele era o guia e estava sempre com a gente. Eu falava: “André, vem cá”, e ele chamava outro cubano para participar com ele.

Você disse na entrevista para a Playboy que houve um contratempo com um policial, como foi isso?

Foi no segundo dia, a gente estava fazendo as últimas fotos. Eram aqueles em que eu estou deitada em um carro conversível com um casaco, e o casaco era tudo o que eu tinha. Chegou o policial, e eu nem sabia, só vi voando um short e uma camisa. Eu não entendi o que estava acontecendo, só ouvi: “Bota a roupa, bota a roupa”. Entretanto, deu tudo certo. Nós ficamos com medo deles apreendessem o material, mas isso não aconteceu.

Eles chegaram a ver o material?

Não, a gente não disse que era a Playboy ou que era um ensaio nu. Um dos assistentes do Bob (Wolfenson) fez uma pasta só com fotos em que eu estou de roupão, que são imagens que são feitas antes para ajustar a luz. Foi isso que a gente mostrou. O policial não acreditou muito, mas depois ele reconheceu pela minha personagem em Salve Jorge (Morena), e pediu para tirar uma foto comigo. Então, a gente negociou, ele liberava a gente e eu tirava a foto.

Você já fez cenas nua antes, como no filme Febre do Rato (Claudio Assis, 2011). Qual a diferença de tirar a roupa para um filme, sob a alcunha de um personagem, e a para um ensaio erótico?

Então, de Nanda Costa não tem muita coisa nessa personagem da Playboy, embora seja o meu corpo. Eu não fumo charuto, eu não uso as roupas que ela usa. Como eu sou atriz, para mim é muito mais fácil criar uma personagem para o ensaio. É como se fosse um frame de um filme para mim.

Como era a personagem que você criou?

Ela chama Lutécia. Ela foi sendo criada ao longo do ensaio. A gente tinha ido à praia um dia antes, meu cabelo molhou na água, secou naturalmente e o Wilson Eliodoro, que cuidou da beleza, olhou e disse: “É esse o cabelo”. Então, a gente colocou a água do mar em uma garrafa e usou para o ensaio. Eu colocava os anéis, as pulseiras e ia pensando: “Por que ela estaria nua na rua? Ah, porque ela paga com nudez a bebida, já que ela não tem dinheiro”. Foi assim, brincando de contar história.

Você imaginava o tamanho da repercussão que teve a sua depilação?

Não, acho que isso que é bom, a gente nunca sabe qual a repercussão. No entanto, eu tomei um susto. Todo mundo me ligando, dizendo que eu era um dos assuntos mais falados. Eu falei: “Mas é porque eu estou pelada”, e disseram: “Não, é por causa da sua depilação”. E na verdade, eu até estava depilada (risos). Para mim era normal, tanto que eu revi as fotos e pensei: “Não é possível, não está tanto assim” (risos).

Algumas pessoas saíram em sua defesa, como o jornalista Xico Sá que escreveu um artigo intitulado: “Em defesa do belo bosque de Nanda Costa”. Você viu isso?

Eu achei sensacional todo esse movimento. Teve mulheres que disseram: “É, eu também não vou depilar mais”, “Acho um saco, se ela pode, eu também posso”, ou “Por que vocês homens não se depilam então?”. Virou um movimento quase de libertação. E isso não foi pensado.

Qual é a foto da revista que você mais gosta?

Eu gosto muito da foto da barbearia. Eu gosto bastante também da foto de abertura do ensaio, que tem um carro, dois cubanos e está escrito Cuba na parede, a imagem em que eu estou bebendo rum, no quarto. Ah, é difícil escolher uma…

 

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