A novela da TV Globo ‘Por Amor’, de 1997, está sendo exibida no ‘Vale a Pena Ver de Novo’, gerando uma onda de nostalgia. Mais de 20 anos se passaram desde a primeira exibição e o carinho com a trama e seus personagens continua. Com o seu retorno, os fãs voltaram a se perguntar por onde anda Cecília Dassi, a intérprete de Sandrinha.

Pois a agora ex-atriz esteve nesta terça-feira (11) no programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’ e afirmou que se achou no universo da Psicologia.

Após atuar por 17 anos, ela conta: “tinha a sensação de que passei a vida inteira mergulhada no universo de atriz. Queria conhecer outra área e fui fazer psicologia por curiosidade mesmo… E eu realmente comecei a me apaixonar”. Contudo, não foi amor à primeira vista.

“Foi um processo de desidentificação do universo da arte cênica e identificação com a Psicologia. Foi um desligamento gradual, um processo. Mas realmente foi uma decisão muito acertada”.

O público ainda fica inconformado com a aposentadoria precoce de Cecília das telinhas. Na redes sociais, não faltam ‘cobranças’ por sua volta. “Agora que estou reassistindo à novela, consigo entender melhor porque as pessoas são tão apaixonadas pela Sandrinha”. Apesar da outros papéis marcantes, ela vê que ‘Por Amor’ foi algo muito intenso”.

A psicóloga está certa de que tomou a melhor decisão e não pretende olhar para trás. “Entendo que são demonstrações de carinho, não quero ser indelicada com quem fala isso [voltar a atuar], mas acho que precisamos falar sobre as expectativas que os outros criam para nós. Sou muito mais feliz com meu trabalho hoje”.

“Decidi falar disso porque esses comentários me fazem pensar no quanto a pressão social pode tornar ainda mais difícil migrar de carreira e/ou escolher uma carreira que os outros acham menos legal/nobre/estável/com status”, desabafou na época. “Vão dizer que você é louco, mas louco é quem me diz que não é feliz e desiste da própria autenticidade para viver seguindo as expectativas dos outros”, completou.

 

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Por Amor vai reprisar na Globo e já começaram a pipocar mensagens. “Você tinha que voltar a fazer novela” “Poxa você era tão talentosa, sinto sua falta na telinha” Entendo que são demonstrações de carinho, não quero ser indelicada com quem fala isso, mas acho que precisamos falar sobre as expectativas que os outros criam pra nós. Sou muito mais feliz com meu trabalho hoje, na clínica e na internet, sou realizada e orgulhosa, enxergo com brilho nos olhos meu futuro profissional e tudo que quero realizar… Mas continuo ouvindo que eu “tinha” que “voltar pra telinha”. Minha hipótese é que isso venha de uma ideia (muito comum) de que ser “ator famoso” é o sonho de qualquer pessoa. É como se eu fosse OBRIGADA a “aproveitar a oportunidade”, já que eu tive. Mas eu tenho direito, assim como todos vocês têm, de dizer NÃO, mesmo que pra algo que pareça muuito legal pra todo mundo. Decidi falar disso porque esses comentários me fazem pensar no quanto a pressão social pode tornar ainda mais difícil migrar de carreira e/ou escolher uma carreira que os outros acham menos legal/nobre/estável/com status. Você TEM DIREITO de não querer algo que te dá dinheiro mas faz sua vida não ter sentido, ou que te dá poder mas trouxe crises de pânico, que seria o sonho de muitas pessoas mas te faz sentir vazio e/ou sujo. Você tem direito de mudar de ideia sobre algo que sempre quis. Não precisa se resignar a viver distante do seu desejo mais profundo só por medo. Não dá pra se afobar, agir por impulso e meter os pés pelas mãos, mas dá para, aos poucos, planejar e construir um futuro mais próximo do que você deseja. Se não der, que seja por outros motivos, que estão absolutamente fora do seu controle, e não por puro medo de decepcionar pessoas. Vão te pressionar, sim, vão dizer que você é louco, mas louco é quem me diz que não é feliz e desiste da própria autenticidade pra viver seguindo as expectativas dos outros. ♥️ . P.s.: se algum amigo falar que quer tomar uma atitude profissional que PRA VOCÊ parece muito doida que tal ajuda-lo a refletir sobre as próprias necessidades/motivações/riscos e ajuda-lo a traçar um plano eficiente em vez de dizer “TÁ LOUCO?!”?

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