Os moradores de New York não podem mais reclamar das barulheiras dos bares.
É que inventaram uma nova modalidade de festa, a “Festa do silêncio”.

Tudo começou quando 150 pessoas se reuniram num bar para namorar, paquerar e tal. A regra da noite era: proibido falar.

A troca de bilhetes logo se mistura a um já insuportável silêncio e a um pouco de álcool, as inibições desaparecem, aviões de papel voam pelos ares e, com sorte, algum participante terá encontrado sua alma gêmea.

“Foi um sucesso desde que começamos em novembro. É um fenômeno cultural”, diz o artista Paul Rebhan, criador da Festa Silenciosa junto com o músico Tony Noe. Ambos tiveram a idéia quando caminhavam uma noite pelas ruas de Nova York buscando encontrar – sem sucesso – um bar tranqüilo para conversar. “Foi quando nos demos conta de que Nova York precisava de mais tranqüilidade”, disse Rebhan.

Talvez o que tenha tornado estas festas tão bem-sucedidas tenha sido o fato de que seus participantes tiveram prazer em redescobrir formas de comunicação mais rudimentares em plena revolução tecnológica. As Festas Silenciosas demonstraram ser efetivas para os que tem o dom da boa comunicação por escrito, os românticos empedernidos que acrescentam o poder poético da palavra e, principalmente, para os mais tímidos.

No entanto, as festas silenciosas podem ser uma experiência um tanto quanto frustrada para os que gostam de usar outros talentos para chamar a atenção sob circunstâncias, digamos, mais normais, como os bons dançarinos ou aqueles que tem uma voz sexy. As mensagens são tão variadas e profusas como o espírito de comunicação que acompanha estas pessoas em determinada noite: “Sou um analista profissional da escrita. Precisamos falar”; “Isso é um culto ou o quê?”; “Deveríamos tirar a roupa agora?”.

Até agora, New York foi o grande centro de celebração destes eventos, embora Washington e Pequim já tenham tido os seus.

Fechar X
Sem mais artigos