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Soluções em 3D, sensores, uso da “nuvem” e customização são os principais protagonistas da tecnologia do futuro, segundo a empresa internacional Autodesk, que promoveu na quarta-feira(08), em São Paulo, a 4ª edição de sua feira anual.

“Algumas ferramentas podem simular a produção de um projeto digitalmente para enviar ao cliente. São softwares que possibilitam a concepção dos dados em três dimensões, onde o computador desenha um sistema e fornece a combinação mais adequada para o cliente”, explicou à Agência Efe o vice-presidente da provedora tecnológica, Amar Hanspal.

Segundo ele, a impressão em 3D, os sensores e os objetos com internet favorecem a “customização” dos serviços que as pessoas esperam, oferecendo oportunidades de mercado a qualquer tipo de empresa.

Por isso, a empresa assegura que está investindo cerca de US$ 500 milhões em pesquisa e desenvolvimento sobre dispositivos inteligentes e programas que podem otimizar projetos de engenharia, arquitetura e construção, como é o caso do BIM.

“O BIM é uma metodologia criada pela Autodesk para otimizar os projetos e criar soluções para as empresas que a utilizarem. Então, estão dentro do sistema BIM, as tecnologias 3D, por exemplo, além dos sensores e a nuvem que podem auxiliar na visualização do trabalho através dos dados”, afirmou à Efe o presidente da AUtodesk no Brasil, Marcelo Landi.

O BIM faz parte dos últimos lançamentos da Autodesk, que era uma empresa reconhecida pelo programa de desenho de projetos Autocad, mas que hoje oferece mais de 100 ferramentas para a criação de protótipos.

De acordo com o presidente da empresa no Brasil, o país está crescendo nesta área e já utiliza esse tipo de solução tecnológica em obras de infraestrutura.

“Os órgãos de governo estão adotando cada vez mais o BIM, mas o setor privado ainda é majoritário no uso e pode servir de exemplo para o poder publico”, indicou.

O BIM é como um avanço do programa Autocad, onde se pode, além de traçar linhas, criar projetos em 3D e dar mais realidade à ideia que está sendo executada.

“Usamos a tecnologia 3D, que é a mesma da indústria cinematográfica, para criar protótipos de infraestrutura e serviços”, comentou Landi, citando o potencial dos programas computacionais na criação de estádios de futebol para a Copa do Mundo, por exemplo.

Para Hanspal, outro destaque é a disseminação do uso de sensores, que será uma das mais relevantes tecnologias em um futuro próximo.

“Daqui a quatro anos serão 18 bilhões de dispositivos disponíveis, o triplo se comparado ao início da década, mas a maior parte de acesso a dados será através de sensores e não dispositivos”, indicou.

Sobre os próximos passos da empresa, Landi contou que a perspectiva é de que tecnologias como o BIM sejam “mandatórias” para a realização de obras nos próximos anos, “reduzindo custos da empresa e impacto ambiental de longo prazo”.

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