O portal Wikileaks, que revelou milhares de dados confidenciais dos EUA, qualificou nesta terça-feira (30) a sentença contra o soldado Bradley Manning de radicalismo “perigoso” em matéria de segurança nacional por parte da Administração de Barack Obama.

Em sua conta no Twitter, o portal diz que a declaração de culpabilidade de Manning por violar a lei de espionagem americana constitui um “novo precedente muito sério” para a provisão de informação à imprensa.

O soldado foi declarado culpado por violar a Lei de Espionagem por filtrar documentos classificados para o Wikileaks, mas absolvido da acusação de “ajuda ao inimigo”, pela qual o Governo dos EUA tinham pedido prisão perpétua sem possibilidade de redução de pena.

O Wikileaks, cujo fundador, Julian Assange, está refugiado na embaixada do Equador em Londres, afirma que o militar enfrenta 136 anos de prisão pelas acusações sobre as quais foi declarado culpado, o que representa um “radicalismo perigoso da segurança nacional por parte da Administração Obama”.

Manning, que enfrentava 22 acusações, foi considerado culpado por violar a Lei de Espionagem por filtrar dados das guerras do Iraque e Afeganistão e telegramas diplomáticos publicados por Wikileaks.

Assange buscou refúgio na embaixada equatoriana em junho de 2012 para impedir sua entrega à Suécia, onde as autoridades pediram sua extradição por supostos delitos de agressão sexual.

O jornalista temia que se fosse extraditado para Suécia, poderia ser entregue depois aos EUA por ter publicado milhares de dados confidenciais desse país.

O Governo do Equador já concedeu asilo político a Assange, mas este não pode abandonar a embaixada do Equador porque seria imediatamente detido pela Polícia britânica.

Assange pediu, sem sucesso, que Londres conceda um salvo-conduto para poder viajar para Quito.

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