O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) decidiu que vai processar o promotor geral do condado de Nova York, Robert Morgenthau, que solicitou a inclusão do seu nome, bem como o de seu filho, Flávio, na lista vermelha de procurados da Interpol. Com a decisão, os dois podem ser presos caso entrem em qualquer um dos 181 países onde existe representação da Interpol.

Maluf foi incluído na lista porque a promotoria criminal dos Estados Unidos o denunciou por “conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado”. Ele seria, de acordo com o promotor, responsável por um esquema de desvio de verbas que funcionou durante a época em que foi prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996.

Na nota, o deputado alega que “de uma maneira arbitrária e não condizente com o que rege o Direito Internacional e a soberania das nações livres, um promotor distrital de Nova York decidiu acusar um cidadão brasileiro, membro do Congresso Nacional, de supostos fatos que, por absurdo, teriam ocorrido no Brasil, com o fim de serem julgados pela Corte Americana, inclusive emitindo ilegalmente um alerta vermelho para a Interpol”.

O político, que confirmou já ter contatado dois advogados norte-americanos, explicou que sua inclusão na lista vermelha é “mera vingança, absurda, pelo fato do Deputado Paulo Maluf, ter apresentado projeto de Lei 265/07 responsabilizando pessoalmente autores de processos ilegais e sem base jurídica”.

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