É chamada de Júnior, mas o trabalho é de gente grande. O objetivo de muitas universidades quando pensam em instituir uma empresa Júnior, sem fins lucrativos nenhum, é preparar os alunos de graduação para a vida profissional, além de promover a oportunidade de colocarem a teoria em prática sem sair da faculdade.



Muito frequente em instituições de comunicação, as Agências são assunto sério. Existem etapas de seleção, supervisão de professores orientadores e empresas respeitadas no mercado como clientes que acreditam no trabalho do universitário. A prática é tão comum que já existem mais de 600 espalhadas pelo país e em São Paulo são regulamentadas pela Federação de Empresas Juniores do Estado de São Paulo (FEJESP).



“A Agência Cásper Júnior funciona como uma agência de comunicação integrada, com projetos relacionados aos cursos oferecidos na Faculdade Cásper Líbero (Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Rádio e TV e Relações Públicas). Os membros da Agência negociam, planejam e executam os projetos, sob a supervisão de um professor orientador. O processo seletivo é realizado em três etapas: 1ª – envio dos currículos; 2ª – dinâmica de grupo e redação; 3ª – entrevista. Os alunos da Agência normalmente saem empregados, ou vão direto para outros estágios, consequência do reconhecimento que o mercado dá ao empresário júnior pela sua atuação profissional diferenciada”, explica o presidente da agência Felippe Meira.



Felippe ainda esclarece que a faculdade cede uma sala para as atividades, incluindo linha telefônica, cotas de impressão, luz, materiais de escritório, internet, além de seis bolsas de 50% para os membros efetivos e um professor orientador. Já o dinheiro recebido pelos serviços executados para os clientes é revertido em ajuda na manutenção e melhoria da Agência, até porque toda empresa Júnior é sem fins lucrativos.



Hoje, já formada em publicidade, propaganda e criação, Nathália Troncoso fez a graduação no período vespertino e encontrou na Agência Jr. do Mackenzie, uma ótima oportunidade de estágio. “Com certeza ajuda muito, pois apesar de ser gerenciada por alunos, as situações vividas são reais. Os clientes existem e prezam pela qualidade do nosso serviço, já que o pagamento também é real”.



Na Universidade Metodista de São Paulo, a proposta é a mesma e o publicitário João Paulo Valderramas já trabalha na Agência há três anos. “Comecei como estagiário voluntário, sem remuneração, mas, sempre fui do tipo de correr atrás e ficar mais tempo na Agência do que era solicitado. Sem dúvida nenhuma, é uma extensão da sala de aula, lá você aplica e aprende coisas que não ensinam nos livros. A remuneração hoje é obrigatória de acordo com a nova lei de estágio, mas varia de empresa para empresa. Ainda, continuo na Agência como funcionário, sou responsável por parte do trabalho e também supervisio o pessoal que está chegando”, conta João.



Informe-se na sua universidade se existe uma Agência e como funciona o processo de seleção, a dica é boa e Nathália finaliza: “A Agência Jr. foi mencionada em todas as entrevistas que fiz. As grandes empresas valorizam muito, pois elas proporcionam uma experiência que a maioria dos alunos não tem. Depois que saí da Agência, sempre arrumei estágios com mais facilidade em relação aos meus colegas, eu recomendo!”.



 


SAIBA MAIS


 


Agência Jr. de Comunicação Mackenzie


Agência Cásper Jr.


 

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