Em seu novo disco, Iê Iê Iê, recém-lançado de forma independente em parceria com a empresa de produtos cosméticos Natura, Arnaldo Antunes se aproxima de um gênero musical definido, coisa muito rara de acontecer em sua obra. Com arranjos contemporâneos, o cantor e compositor conseguiu aplicar sua própria identidade e influência no estilo que dá nome ao álbum, que está bem esquecido nos dias de hoje.

Com produção de Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, o disco ganhou arranjos diferenciados e um clima que vai fácil entre o rock dos anos 60 e o pop do ano 2000. “Eu aprendi muito com o Catatau no estúdio. Ele foi mais do que um produtor e soube exatamente como trabalhar ao lado do Yuri (Kalil, engenheiro de som)”, explicou. “Acho que idade não importa pra um produtor. Consigo trabalhar bem com pessoas de gerações diferentes da minha.”

Estilo bastante popular há quatro décadas, o iê iê iê tem uma pagada essencialmente pop, o que provocou espanto entre os fãs do cantor, mais acostumados aos experimentalismos de seu primeiro disco. “Desde meu primeiro disco (Nome, de 1993), que causou um estranhamento muito grande quando saiu, eu ouço que estou ficando mais pop”, comenta Arnaldo. “Mas nunca tive problema com isso. Sempre quis que minha música atingisse o maior número possível de pessoas”, completa.

Mesmo assim, não se pode dizer que Antunes seja uma pessoa de músicas “radiofônicas”. Acontece que este novo álbum pode mudar esse panorama e colocá-lo de volta à programação das rádios brasileiras pela primeira vez desde os Tribalistas.

Mais que música

“As influências para o novo disco vão além da música. Ele está em um universo que remete a toda a cultura pop dos anos 60 e 70. Desde a música, passando pelos programas de auditório, revistas em quadrinhos, filmes e tudo mais”, continuou Arnaldo, falando a respeito de suas inspirações para Iê Iê Iê.

“Mesmo na arte de capa e no cenário do show, que vai ser composto por um grande mural de camisetas, fomos atrás desse tipo de influência. A ideia é usar toda aquela efervescência da época, com tudo que era feito na cultura de massa, para criar esse universo”, completou.

Para quem estiver interessado em conferir a incursão do cantor pelo iê iê iê, as  o pontapé inicial da turnê será dado em Belo Horizonte no dia 12 de setembro. Depois disso, o cantor passa por Manaus (17), Belém (18), Brasília (19), Porto Alegre (1/10), Curitiba (2/10), São Paulo (15, 16 e 17/10), Rio de Janeiro (23/10), Ribeirão Preto (24/10), Recife (30/10), Fortaleza (31/10), Salvador (1/11) e Campinas (6/11).

“O show em São Paulo é sempre o mais nervoso pra mim, por ser na minha cidade e ter sempre vários convidados especiais. O melhor de tudo, é que nessa turnê sobrou planejamento. Faremos shows em várias regiões do país, sem ter que sair correndo de um show de Recife para voar para Porto Alegre para o próximo”, respirou aliviado Arnaldo.

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