A carga tributária voltou a avançar em 2008 e atingiu o recorde histórico de 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB), informou nesta terça-feira (7) a Secretaria da Receita Federal. Em 2007, percentual ficou em 34,72% do PIB. A carga tributária é o valor de todos os impostos pagos pelos cidadãos e empresas na proporção das riquezas produzidas no país.

Segundo a Receita Federal, a variação resultou da combinação do aumento em termos reais de 5,1% do PIB e de 8,3% da arrecadação de impostos nos três níveis de governo. Foram considerados para o cálculo  um PIB de R$ 2,880 trilhões de 2008, contra R$ 2,597 trilhões de 2007. A arrecadação adotada no cálculo foi de R$ 1,034 trilhão, contra R$ 901 bilhões de 2007.

O peso dos tributos, de acordo com o órgão, subiu em todas as esferas do governo no ano passado. A carga do governo federal subiu de 24,33% do PIB em 2007 para 24,92% do PIB em 2008, enquanto a dos estados passou de 8,8% do PIB em 2007 para 9,23% do PIB no último ano. Os tributos cobrados pelas prefeituras, por sua vez, representaram 1,64% do PIB em 2008, contra 1,59% do PIB no ano anterior.

A carga tributária brasileira é mais elevada do que países como Japão (18,4% do PIB), Estados Unidos (23,8% do PIB), Suíca (29,7% do PIB) e Canadá (33,3% do PIB), entre outros. Os números se referem ao ano de 2007, quando a carga brasileira somou 34,72% do PIB. A carga de tributos do Brasil, de acordo com o governo, também é superior à do México, que somou 19,8% do PIB no ano passado, e está acima da carga de tributos de países emergentes como China, Índia e Rússia (que têm percentuais entre 20% e 22% do PIB).

Em 2009, a carga tributária brasileira pode ter a primeira queda desde 2003. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que impulsionou a arrecadação em anos anteiores, deve sofrer os efeitos da crise financeira internacional e ficar estável neste ano.


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Carga tributária soma 35,8% do PIB em 2008 e bate recorde histórico