Prestar o vestibular é, antes de escolher um curso, escolher uma carreira. Mais do que analisar a concorrência e a grade curricular da graduação, o vestibulando precisa ficar bem atento com as transformações que estão ocorrendo no mundo e seu impacto no mercado de trabalho.

Muitas vezes, a dúvida ou a falta de informação fazem os estudantes escolherem as graduações mais tradicionais e concorridas. O que poucos sabem é que existem cursos extremamente promissores e pouco concorridos nas universidades públicas.

A Terapia Ocupacional, por exemplo, vem alcançando cada vez mais visibilidade com o crescimento da expectativa de vida das pessoas e o avanço da medicina, atuando no tratamento de déficits físicos, mentais e sociais. “O terapeuta ocupacional favorece o desenvolvimento das capacidades psico-ocupacionais e a melhoria do bem estar, seja psicológico, social, laborativo e de lazer”, explica a terapeuta Érica Paula Katzulo Juliboni.

Traduzindo, o terapeuta ocupacional reabilita o paciente para o convívio social e o trabalho, analisando e participando de seu cotidiano e valorizando os avanços conquistados na rotina diária.

O curso é oferecido tanto por faculdades particulares públicas (onde tem uma relação candidato/vaga de 10, em média) quanto privadas, tem duração de quatro anos, estágio obrigatório e um piso salarial bom. “Após a graduação, há cursos de residência e aprimoramento nas suas diversas áreas de atuação”, afirma Érica. Esses cursos oferecem bolsa-auxílio de R$ 790,00 até R$ 1.900,00, dependendo da instituição e do órgão fomentador.

Pra que serve estatística?

Outro exemplo de graduação do futuro é o Bacharelado em Estatística. Em um mundo em que o volume de informações trocadas é cada vez maior, o auxílio de um profissional que sabe o que fazer com esse dilúvio é fundamental. Dar sentido a qualquer tipo de informação é exatamente o trabalho do estatístico.

Que tal uma carreira que chega a pagar R$ 1.500 para um estagiário, R$ 3.240 para o recém-formado e tem uma relação candidato/vaga de quase 1 em algumas universidades? Parece brincadeira, mas Estatística é assim.

“Hoje há 32 universidades públicas, sendo na sua grande maioria federais, e duas instituições privadas que oferecem o curso”, conta Doris Satie Fontes, coordenadora geral do Conselho Regional de Estatística do Sudeste. O curso dura de quatro a cinco anos e é para aqueles alunos que têm facilidade com matemática e pensam em seguir carreiras como Engenharia, Matemática e Física. A carreira não pede muito mais do que trabalho em equipe e criatividade na hora de propor soluções.

Mesmo com todos esses atrativos, sobram vagas no mercado. “Há cerca de dois empregos novos para cada formando, uma grande carência profissional. O mercado está aquecido na área financeira, na de telecomunicações, na indústria e até na medicina e em recursos humanos”, afirma Doris.

Mas, por incrível que pareça, a categoria ainda é desconhecida. “Muitas empresas que poderiam se valer do talento de um estatístico ainda não o contratou porque simplesmente nem sabe para quê ele existe”, diz a coordenadora.

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