Como se não bastasse o homem, os cães também sofrem com a guerra.

Gunner é um simpático Labrador amarelo que faz parte do Exército americano. Durante os treinamentos nos Estados Unidos, ele se destacava pela capacidade de farejar explosivos e bombas caseiras, além de caçar e executar tarefas na frente de batalha. Mas o cãozinho não suportou a pressão. Enviado para o Afeganistão, Gunner falhou em uma missão e nunca mais conseguiu mostrar suas habilidades.

Desde outubro, o Labrador sofre de estresse pós-traumático após ouvir explosões e tiros no front. Segundo reportagem do jornal The Wall Street Jounal, o registro oficial condena a capacidade do cão. “Ele não é capaz de executar uma missão e deixou der ser um cão confiável”, diz o documento.


Gunner também tem dificuldades para obedecer comandos e insiste em ficar ao lado de seus instrutores (Foto: Reprodução/The Wall Street Journal)

O trauma desse animal não é comum, mas pode acontecer. Entre os 58 cães de seu grupamento, Gunner é o único a apresentar problemas. Enviado para uma base de recuperação, ele convive com Mag, um Labrador preto com problemas de mobilidade nas pernas.

Após meses de tratamento, Gunner chegou a apresentar melhoras em algumas atividades, mas recuou diante de objetivos mais severos e não consegue suportar ruídos intensos. Já Mag não abandona seu instinto e já consegue cumprir os exercícios com perfeição.


Após meses de tratamento, Gunner não apresentou melhorias significativas (Foto: Reprodução/The Wall Street Journal)

“Gunner é um amante”, explica Chade McCoy, do canil de recuperação do Exército. “Já Mag é um lutador”.

Diante de seu histórico, McCoy acredita que Gunner tem poucas chances de voltar aos campos de combate. E mais: já será um grande feito se o Labrador amarelo conseguir afastar seus traumas a ponto de se tornar um bom animal de estimação. Será possível?

O desafio é fazer o Labrador apagar o trauma. Deste modo, Gunner poderá voltar para os Estados Unidos e pelo menos ser um bom cachorro de estimação (Foto: Reprodução/The Wall Street Journal)

Fechar X
Sem mais artigos