Com o mesmo problema cardíaco do jogador de futebol Fabrice Muamba – que em 2012 teve um ataque que parou seu coração por 78 min enquanto estava em campo –, o adolescente britânico Blake Calverley, de 18 anos, teve um desfibrilador implantado sob sua pele, na clavícula esquerda. 

O aparelho emite poderosos choques, assim que percebe que o coração de Blake está falhando. O menino sofre de cardiomiopatia hipertrófica, doença que enfraquece os músculos e provoca paradas cardíacas, e já foi salvo algumas vezes pela máquina. “É como levar um coice de cavalo”, explica. 

Segundo reportagem do “Daily Mail”, Blake, que também tem diabetes, descobriu a doença em uma consulta de rotina. Seu médico ficou preocupado ao saber que o rapaz vinha sofrendo dores no peito e decidiu investigar. Com exames, foi detectado que ele tinha desenvolvido a doença de Danon, também conhecida como “o assassino silencioso” – já que muitos morrem durante o sono, sem saber que têm a síndrome. 

“Os médicos disseram que a condição de Blake é incurável. O desfibrilador nos dá a tranquilidade de saber que há algo para reiniciar seu coração, se aleatoriamente ele parar e ninguém estiver por perto. Mas ele ainda tem medo. Parou de sair de casa, porque não quer levar um choque quando estiver sozinho. É horrível não poder fazê-lo se sentir bem”, diz a mãe Aurora Calverley, de 47 anos. 

Blake sonha em se tornar um chef profissional e precisou desistir de jogar futebol e andar de bicicleta. No entanto, ainda resta a esperança de conseguir um transplante de coração. “De certa forma eu estou com medo de fazer um transplante. Mas se tudo der certo, me disseram que serei capaz de jogar futebol novamente e voltar a ser normal”, diz Blake esperançoso.

Blake com a irmã e a mãe em Lancashire, onde vivem.

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