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Joanne tem 23 anos e sofria de uma doença chamada tricotilomania, uma condição que faz com que a pessoa arranque os cabelos quando está sob algum tipo de estresse. No caso da garota britânica, desde os 6 anos ela puxava seus cílios sempre que estava nervosa ou tensa. Como resultado, os pelinhos pararam de nascer, deixando-a desesperada.

A síndrome atormentou Joanna por oito anos, e quando ela estava na adolescência, isso passou a ser motivo de angustia para ela, afinal, era bastante estranho não ter cílios. Depois de passar muito tempo suprindo a falta com cílios postiços e muita maquiagem, ela descobriu que poderia passar por um transplante, usando cabelos da parte de trás de sua cabeça.

“Desde muito jovem eu sofria de tricotilomania, algo que teve efeito profundo em minha vida, tanto física quanto mentalmente. Quando me tornei mais velha, estava consciente do que os outros pensavam sobre mim e isso foi um baque na minha autoestima. Aos 13 anos, comecei a cobrir as lacunas perceptíveis com cílios postiços delineador e rímel, mas não era permitido ir para a escola maquiada”, lembra.

Segundo ela, sempre estava em seu pensamento que se houvesse algum procedimento que lhe trouxesse os cílios de volta, ela encararia. Foi então que ela descobriu o transplante e resolveu experimentar. “Foi o fim de um pesadelo de 17 anos. Depois dos meus transplantes [ela passou pela intervenção duas vezes], me tornei uma pessoa muito mais confiante. Isso transformou a minha vida”, disse ao “Daily Mail”.

Conforme o tabloide, o procedimento custou cerca de £ 4.000 (R$ 12.550,00) e funciona da seguinte forma: após a aplicação de um anestésico local nas pálpebras, o cabelo retirado da parte de trás da cabeça é reimplantado no lugar onde os cílios não crescem mais. A intervenção demora quatro horas para ser finalizada e o paciente pode ir para casa no mesmo dia.

Por se tratar de cabelo, os fios continuam a crescer como se ainda estivessem ligados ao couro cabeludo, desta forma, é necessário apará-los de tempos em tempos.

Os transplantes de cílios são bastante comuns nos EUA, mas só chegaram ao Reino Unido há quatro anos. O procedimento é, normalmente, aplicado em vítimas de acidentes ou em pessoas que danificaram seus cílios naturais depois do uso repetido de cílios postiços.

“A cola usada para fixar cílios falsos pode puxar e danificar os naturais. Se repetido com muita frequência, o pelo para de crescer, como acontece com qualquer folículo piloso, quando o cabelo é arrancado repetidas vezes pela raiz”, explica o cirurgião Asim Shahmalak, responsável pelo tratamento de Joanna.

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