Cerveja pode ser transformada em combustível e usada como gasolina, diz pesquisa

Itaici Brunetti

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Atualizado em 6/12/2017

Scientists turn beer into fuel

(Foto: reprodução)

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Cientistas da Universidade de Bristol, Inglaterra, descobriram que a cerveja pode ser transformada em combustível e se tornar uma alternativa sustentável à gasolina. A equipe de químicos passou anos desenvolvendo uma tecnologia que converte o etanol utilizado no dia a dia em butanol, informa o Metro UK.

O butanol é uma alternativa de combustível melhor que o etanol. O líquido tem uma menor densidade de energia, portanto, pode ser corrosivo para os motores dos automóveis, dizem os cientistas. Agora, eles conseguiram converter o etanol puro e seco em butanol em condições laboratoriais, e estão trabalhando para ampliar a tecnologia usando o real líquido de fermentação do etanol, que contêm até 90% de água, juntamente com outras impurezas.

O professor Duncan Wass, da universidade School of Chemistry disse à revista Catalysis Science & Technology: “O álcool nas bebidas alcoólicas é, na verdade, o etanol. É exatamente a mesma molécula que queremos converter em butanol como uma substituição para a gasolina. As bebidas alcoólicas são um modelo ideal para líquidos industriais de fermentação de etanol, e o etanol para o combustível é essencialmente feito usando um processo de fabricação de cerveja“.

Se a nossa tecnologia funciona com bebidas alcoólicas, especialmente a cerveja, que é o melhor modelo, então mostra que tem potencial para ser ampliada para fazer o butanol como uma substituição de gasolina em escala industrial“, explica Waas, e continua: “Os químicos usaram um catalisador, uma substância usada para acelerar e controlar uma reação química, para converter o etanol em butanol. Eles descobriram que seus catalisadores converterão a cerveja, especificamente o etanol da cerveja, para o butanol” .

A equipe de cientistas criará uma versão em grande escala de sua tecnologia, que pode demorar até cinco anos. Eles também estão tentando entender o que faz com que seus catalisadores sejam tão bem sucedidos na conversão do etanol para butanol. “A cerveja é realmente um excelente modelo para a mistura de produtos químicos que precisamos usar em um processo industrial real, então mostra que esta tecnologia está a um passo mais perto da realidade“, diz Wass.

Cervejas mais caras do mundo

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Tutankhamun Ale - R$ 17,9 mil

Cerveja com muita história. O arqueólogo Barry Kemp encontrou o túmulo da rainha Nefertiti, no Egito, nos anos 90. E, junto dele, haviam barris de cerveja que foram reutilizados na produção de mil garrafas da bebida em parceira com a cervejaria escocesa Jim Merrington. A primeira garrafa foi vendida por R$ 17,9 mil.

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Brewing Antarctic Nail Ale - R$ 6.253

Esta cerveja australiana foi feita com água de um iceberg antártico. A cervejaria produziu apenas 30 garrafas. A primeira foi vendida por US$ 800 e a segunda por US$ 1815.

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BrewDog End of History - R$2.585

A cervejaria escocesa BrewDog lançou esta cerveja com 55% de teor alcoolico. São fabricadas com técnica em que a bebida é congelada e destilada várias vezes. As 12 garrafas exclusivas vem dentro de um animal empalhado e foram vendidas a US$ 765 cada.

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Westvleteren Brewery - R$ 2.112

Esta cerveja belga é fabricada artesanalmente na Abadia de St. Sixtus, desde 1838, para arcar com os custos do local. A produção é pequena e as garrafas são vendidas apenas na região. Por isso, uma garrafa já foi leiloada por US$ 625.

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Crown Ambassador Reserve Lager - R$ 1.800

Esta cerveja australiana fica estocada em barris de carvalho por 12 meses antes de ser embalada. Ela tem o sabor mais puxado para o vinho e a cervejaria fez apenas quatro lotes com oito mil garrafas cada.

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Carlsberg Jacobsen Vintage - R$ 1.183

Com 10,5% de teor alcoólico, esta cerveja especial do grupo dinamarquês Carlsberg é feita em barris da marca com data de 1847. As edições anuais são vendidas, por uma média de US$ 350, apenas em restaurantes selecionados de Copenhagen e têm rótulos exclusivos pintados à mão por artistas locais.

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Schorschbräu Schorschbock 57 - R$ 718

Esta cerveja alemã tem 57,5% de teor alcoólico, considerado o mais alto do mundo. A cercejaria produziu apenas 36 garrafas e cada uma foi vendida a 200 euros.

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Sapporo Space Barley - R$ 372

Cerveja de outro mundo! Piadinhas de lado, cientistas do Japão e da Rússia se juntaram e mandaram sementes de cevada para o espaço, na Estação Espacial Internacional. Depois de cinco meses, elas foram trazidas de volta à Terra e a cervejaria japonesa Sapporo fermentou a bebida.

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Deus Brut Des Flandres - R$ 299,90

A cerveja belga faz sucesso no Brasil. A cervejaria produz apenas 15 mil garrafas por ano com bebida clara e efervescente.

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