Você já parou para pensar em como seu pai xavecou a sua mãe? Já imaginou como seu avô conquistou sua avó? Já passou pela sua cabeça a cena do seu tio chegando na sua tia, dizendo: “oi, você vem sempre aqui” e tirando o pente do bolso da jaqueta de couro para pentear aquele topete gigante? Pois é, então se liga na evolução (ou a regressão) do xaveco que a gente preparou para você

DÉCADA DE 30
Ele vai até a casa da pretende, vestindo um terno cinza e um chapéu panamá, e solta a voz cantando: “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa do amor! Do amor por Deus esculturada”. Depois, ao encontrar a amada, ele elogia os belos olhos de jabuticaba. Se conseguir conquistá-la, ao longo do tempo poderia ver seus tornozelos.

DÉCADA DE 40
Ele liga para a Rádio Nacional e pede para tocar uma música em homenagem a sua amada. E lá vem: “A deusa da minha rua tem os olhos onde a lua costuma se embriagar. Nos seus olhos, eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar”. Quando ela ouve a música, o convida para ir à sua casa e ele, para impressionar, coloca no pulso seu novíssimo relógio Pateck Philip. Aí não dá outra, gol de placa!

DÉCADA DE 50
Ele passa na casa dela e a convida para ir bailar na boate. Chegando lá, pede que o cantor ofereça uma bela bossa à sua acompanhante. E dá-lhe gogó: “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar”. Mas, a conquista fica para o dia seguinte, porque o pai da moça está esperando, acordado, na sala por sua chegada.

DÉCADA DE 60
Ele aparece, de surpresa, na casa dela com sua calça jeans e toca na vitrola: “Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito, não é maior que o meu amor, nem mais bonito”.

VEJA A EVOLUÇÃO DO XAVECO ATÉ OS DIAS DE HOJE

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