É só pegar alguém alguns anos mais novo que as piadas começam: você tenta se defender dizendo que seu rolo é bem maduro pra idade, mas é inevitável… Algum amigo vai te acusar de pedofilia, zoar que você procura namorado no jardim de infância. Às vezes, mesmo gostando da pessoa, o namoro não vai pra frente por causa desse falatório.

E o contrário também. Quem fica com alguém muito mais velho geralmente tem que se justificar dizendo que gosta de uma companhia mais experiente ou que não vê graça em menino/menina com cara de “criancinha”. E, mesmo assim, na maioria das vezes, estranham bastante. Falam que até parece pai e filha, ou mãe e filho. Será que isso tem a ver?

O estudante de jornalismo Diogo Freitas, de 19 anos, sempre ficou na dúvida se era só impressão que a sua professora de inglês, dez anos mais velha, dava mole durante as aulas. “Ela era mais simpática comigo do que com os outros, mas não conseguia acreditar que era verdade, afinal a diferença de idade é muito grande”, conta.

Até que nas férias do inglês, por msn, a professora abriu o jogo e chamou Diogo para sair. Ele confessa que ficou surpreso, mas topou e achou muito legal: “achei mais interessante conversar com ela do que com a maioria das meninas da minha idade. Dentre outras vantagens (risos)”.

Pelo jeito foi bom, só que depois não rolaram muitos outros encontros: “eu gostava, mas não deixava de ser estranho. Ela toda independente, morava sozinha, e eu não tinha nem carta de motorista!”. Hoje ele sente vontade de sair de novo com sua “teacher”: “faz tempo já desde a última vez que saímos, tô com saudade. Mas nunca que vai dar pra isso virar um namoro sério”.
Para Diogo, não tem jeito, “dez anos no nosso caso é muita diferença de idade. Acho que depois que eu passar de uns 25 anos até fica mais normal… Mas enquanto ainda tiver cabeça de adolescente é melhor sair só com adolescentes e não com mulheres formadas. Eu sou moleque demais para ela e seria muito estranho apresentá-la pros meus pais!”.

Já um amigo de Diogo não pensa da mesma maneira. Bruno Souza, que faz 21 anos neste mês, namora há três anos uma menina quatro anos mais nova: “e acho que a gente vai ficar junto a vida toda. Gosto muito dela, mulher amadurece mais rápido que homem e é como se ela tivesse a minha idade”.
Em 2008, enquanto Bruno vai se formar na faculdade, sua namorada se forma no colégio. Não são muito diferentes as rotinas? “Nem tanto, o único problema vai ser meu ciúme quando ela viajar pra Porto Seguro. Tenho quase certeza que vou trabalhar na semana, mas confio nela e ela pode ir de boa”.

Do lado dos namorados mais novos; Gabriel Vendramini, de 18 anos, acha que não há tanta diferença assim entre ele e a sua namorada, três anos mais velha. Mas acredita que aprendeu alguma coisa após um ano e meio juntos: “fiquei mais tolerante”.

No fim das contas, o amor sempre vence barreiras, e a idade é uma delas. Será que existe uma diferença exata de anos de vida que torna uma pessoa mais ou menos especial?
Muita gente fala “dois anos tudo bem, mas três anos já é demais”. É tão exato assim? Cada caso é um caso, pense com carinho na próxima vez em que se interessar por alguém mais velho ou mais novo.

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