Houve um momento no qual Parker Cunningham não sabia se a própria mãe iria ao seu casamento. Sarah era religiosa e batista, então acabou entrando em depressão após descobrir que o filho era gay.

Em 2019, contudo, a história é diferente. Sarah Cunningham tornou-se ativista pelos direitos LGBTQ+, é diretora da organização Free Mom Hugs (Abraços de Mãe Gratuitos, em tradução livre), oficializa casamentos e, em 2018, decidiu virar ‘mãe substituta’.

“Se sua mãe biológica não for ao seu casamento [por ser com alguém do mesmo gênero], então me ligue. Eu estarei lá”, ela afirmou ao site Now This.

A ação começou em Julho de 2018, quando por uma publicação no Facebook, Sarah se ofereceu para participar do casamento de casais LGBTQ+ caso a mãe biológica se recusasse a celebrar a união. Desde então, seu post já foi compartilhado mais de nove mil vezes e ganhou 12 mil curtidas.

Após celebrar diversos casamentos entre pessoas do mesmo gênero e ver que muitos pais se recusavam a ir ou até mesmo reconhecer o casal, ela decidiu tomar uma atitude e se oferecer para ocupar este vazio.

Na época, ela explicou ao Buzzfeed News: “pensei que se meu filho fosse para o inferno por ser gay, então eu lutaria por ele com todas as forças”. Atualmente, ela não acredita mais nesta crença: “agora eu luto por ele e pela comunidade LGBTQ com todas as forças porque eu vi o que o medo e a ignorância podem fazer.”

Sua relação com a sexualidade do filho mudou após participar de uma Parada do Orgulho LGBT em Oklahoma, em 2014. “Eu me apaixonei pela comunidade lá. Mas também voltei para casa após ouvir histórias horríveis sobre famílias que se separaram, estavam alienadas”, contou ao site Now This.

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