O ET de Varginha ganhou uma estátua na cidade do Sul de Minas e propulsionou o turismo  por lá

O ET de Varginha ganhou uma estátua na cidade mineira e bombou o turismo – Flickr/ Luiz Zanon

Até o dia 20 de janeiro de 1996, a cidade de Varginha era apenas aquele pequeno município do Sul de Minas Gerais que exporta café aos montes e é tranquilo para se viver. Foi nessa data, porém, que três garotas trombaram com algo que transformaria o local em notícia no Fantástico, artigo no Wall Street Journal e pára-raios de teóricos da conspiração. Kátia Xavier e as irmãs Valquíria e Liliane Silva teriam se deparado com um ser de “pele marrom e viscosa, chifres e olhos avermelhados”, nosso querido ET de Varginha, agachado em um terreno baldio.

Em seguida, uma série de moradores narraram histórias de eventos estranhos (muito estranhos) na cidade, desde a captura de extraterrestres por equipes militares até a morte de um policial que teria tocado um alienígena.

Se você não viveu a época (afinal, a coisa aconteceu há 20 anos), é difícil ter a noção do barulho que a coisa toda fez, mas o negócio foi punk. ETs estavam em tudo quanto é revista e canal de TV. A molecada tinha medo de ir para a cama à noite com medo de ser abduzida por humanóides cabeçudos.

O Virgula Inacreditável, que se impressiona até com reprise de Arquivo-X, reuniu os maiores mistérios daquilo que foi conhecido como o Incidente de Varginha. Olha só:

A foto do morador local Mudinho, anexada no relatório do Exército, mostra a semelhança com a criatura vista pelas três garotas

A foto do morador Mudinho, anexada no relatório do Exército, mostra a semelhança com a criatura

1- O que era o ET? – A criatura avistada por Kátia Xavier e as irmãs Liliane e Valquíria Silva (na época com 22, 16 e 14 anos, respectivamente), às 14h do dia 20 de janeiro, foi descrita por elas como um humanoide de pele marrom e viscosa, chifres, olhos grandes vermelhos e veias estufadas. Em um relatório oficial produzido pelo Exército, sete meses depois, os investigadores chegaram à conclusão de que a criatura era, na verdade, um morador deficiente mental, conhecido como Mudinho, que estaria coberto de lama e recolhendo objetos no chão. Ufólogos que investigaram o incidente não se convenceram com a explicação.

O Hospital Regional, onde um dos extraterrestres teria sido tratado

O Hospital Regional, onde um dos extraterrestres teria sido tratado – Reprodução/ Hospital Regional

2- O Corpo de Bombeiros capturou criaturas estranhas? – Um time de ufólogos, liderado pelo advogado Ubirajara Rodrigues, foi a Varginha e entrevistou testemunhas. Eles ouviram de moradores que uma criatura estranha teria sido capturada pelo Exército na manhã do mesmo dia 20. À tarde, bombeiros teriam capturado a segunda criatura, aquela que assustou as garotas. O ufólogo Vitório Pacaccini entrevistou um militar que disse ter participado da captura: “Ele tinha cabeça grande, três chifres, olho grande e vermelho, braço fino e não tinha roupa. A pele parecia que tinha graxa. Ele foi pego pelos bombeiros, colocado em uma caixa e levado pelo Exército. Não era desse mundo”, dizia o informante anônimo, em uma fita divulgada pelo Fantástico. Os Bombeiros negaram a captura de qualquer criatura naquele dia.

3- Houve movimentos anormais do Exército? De acordo com o ufólogo Ubirajara Rodrigues, a criatura vista pelas garotas teria sido levada ao Hospital Regional, na cidade, com o acobertamento do Exército. Ela teria morrido no local e seu corpo teria sido transferido para a Escola de Sargentos das Armas (ESA), na cidade de Três Corações, onde já estaria o outro ET capturado pela manhã. O relatório realizado pelo Exército nega a realização desse tipo operação. Uma testemunha diz ter visto dois caminhões do ESA em Varginha naquele dia, mas o Exército afirmou que os veículos estavam na cidade para manutenção em uma oficina.

4- O que causou a morte de um soldado da PM? – A morte de um policial militar que teria participado da captura do alienígena na tarde do dia 20 é tida por ufólogos como a chave para entender o que aconteceu naquele dia 20. De acordo com colegas do soldado Marco Eli Cherese, na época com 23 anos, o policial teria tocado o extraterrestre com as mão nuas e adquirido algum tipo de doença. Marco, mais tarde, apresentou dores nas costas e um cisto na axila esquerda, teve de ser operado, mas morreu três semanas depois, por infecção generalizada. A família do rapaz diz que o jovem tinha “saúde de ferro” e raramente ficava resfriado. O médico que tratou o policial, Cesário L. Furtado, relatou: “Ele não tinha nenhuma imunodeficiência adquirida, mas disse que havia participado da captura de um ser, que chegou a lesionar o seu braço”.

Marco Eli Cherese, o soldado da PM que teria tocado na pele de um dos ETs

Marco Eli Cherese, o soldado que teria tocado a pele de um ET – Divulgação

5- Avistamento de OVNIs na região têm a ver com tudo isso? A região de Varginha é considerada um local de alto índice de avistamento de objetos voadores não identificados. O casal de fazendeiros Eurico e Oralina Freitas relatou que, no dia em que as garotas encontraram a criatura no terreno baldio, eles avistaram um objeto cinza do tamanho de um microônibus sobrevoando o pasto da fazenda em que viviam, a 5 km de Varginha. Uma semana antes, um empresário havia dito ter visto o voo e a queda de um OVNI em Varginha.

6- A Universidade de Campinas seria casa de atividades secretas em seu porão? Teóricos da conspiração acreditam que o Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) teria se tornado uma espécie de Área 51 brasileira depois do Incidente de Varginha. Ela abrigaria os corpos das criaturas extraterrestres em um laboratório de testes subterrâneo, conhecido como Pavilhão 18.

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