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Ela sente medo de comer frutas e verduras, com isso, passou a se alimentar única e exclusivamente de macarrão instantâneo. Ao longo de seus 18 anos, Georgi Readman já comeu o equivalente a 50 km de miojo de galinha! Ela sofre de uma doença chamada Transtorno Alimentar Seletivo, algo que faz com que ela tenha medo de ficar doente ao comer coisas diferentes.

Moradora de Shanlin, que fica na ilha de Wight, na Inglaterra, Georgi tem 1,60m de altura e pesa 44kg. Em sua dieta semanal estão inclusos apenas nove pacotes de macarrão instantâneo sabor galinha, de uma marca específica (ela não varia as marcas por achar que as outras têm um “aroma verde”).

Muitas vezes, ela come mais de um saquinho em uma refeição e tem um armário da cozinha repleto de sua iguaria. Apenas ocasionalmente a rotina é quebrada e ela come batatas e pequenos pedaços de frango. 

Conforme o “Daily Mail“, Georgi ficou viciada no macarrão quando ela tinha apenas cinco anos, depois de ver seu irmão, Jason, hoje com 25 anos, comendo-os. “Eu adoro miojo. Minha mãe vai ao supermercado e traz tantos pacotes quanto ela pode pagar. Felizmente eles custam em torno de 35 centavos. Sempre gostei de macarrão instantâneo e posso, facilmente, comer dois pacotes de uma só vez. Gosto dele cru ou cozido”, explica a garota. 

A obsessão de Georgi por comer um único tipo de alimento a deixou tão desnutrida que os médicos acharam que ela tinha leucemia, além de alegarem que a saúde dela é semelhante a de uma mulher de 80 anos. 

“Eu tenho um grande problema com frutas e vegetais, porque odeio a textura deles. Quando eu tento comer, entro em pânico e começo a suar quando tento engolir. Não posso sair com meus amigos para jantar ou fazer qualquer tipo de refeições com eles, porque não quero que eles me vejam pirando se a salada toca algo que vou comer. Odeio ter que passar por isso todos os dias. Meu sonho é comer de forma saudável e engordar”, lamenta. 

A garota conta que sempre foi boa de garfo, até os sete, oito anos, quando sua dieta passou a ser limitada apenas ao macarrãozinho. “Começou com uma alimentação exigente. Eu passei a comer apenas pequenas porções nas refeições, depois pegar apenas pedacinhos, porque os vegetais pareciam estranhos. Eu não podia comer nada que fosse verde e vegetais não pareciam comida para mim. Não posso, se quer, tentar outra comida que já me sinto passando mal”, explica. 

Depois de várias visitas ao médico, Georgi, finalmente, foi encaminhada a um especialista para iniciar uma terapia. Durante o tratamento, ela descobriu que seu distúrbio começou quando ela sofreu uma intoxicação alimentar nas férias aos oito anos. “Eu passei tão mal que vim caindo no trem para casa. Fiquei tão mal que quase fui parar no hospital. Desde então, tenho tido muito medo de ficar doente por causa de comida”, lembra. 

Agora, Georgi resolveu tornar seu caso público para conscientizar as pessoas sobre a sua condição e os efeitos devastadores que isso trouxe à sua saúde. Ela sofre um grave déficit de energia, que faz com que seu sistema imunológico seja afetado. 

“Eu sempre andei a cavalo e adoraria me tornar jóquei profissional, mas é preciso pesar, no mínimo, 60 kg para isso. Tenho uma entrevista em uma escola especializada no próximo mês e só quero ganhar peso e me tornar fisicamente apta para montar”, espera a britânica.  

Transtorno Alimentar Seletivo

É uma condição que se desenvolve na infância ou no início da adolescência, comumente adquirido por pessoas com algum tipo de autismo e combinado com outras síndromes como a do Transtorno Obsessivo Compulsivo

Conforme o “Daily Mail”, a causa mais comum da doença é o desenvolvimento de um paladar mais sensível, causado por um aumento da papila fungiforme. No caso de Georgi, sua fobia alimentar foi desencadeada após uma intoxicação alimentar, sofrida aos oito anos. 

Existem vários perigos em se comer apenas um tipo de alimento, neste caso, o macarrão instantâneo, que não tem uma série de vitaminas e nutrientes necessários para manter o ser humano saudável. Georgi está suscetível à anemia, devido à falta de ferro; osteoporose, pela carência de cálcio; além de problemas digestivos, tais como a prisão de ventre. Neste tipo de alimento, também há um excesso de açúcar, que pode provocar um alto índice glicêmico. 

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