Um hotel nas Filipinas causou polêmica no Facebook ao se recusar a fazer parcerias com quem se “auto-proclama influenciador”: “sugerimos que achem outra forma de comer, beber e dormir de graça. Ou experimentem arranjar um emprego de verdade.”

O hotel White Banana Beach Club está localizado na Ilha de Siargao, de frente para a praia. Servido de uma bela paisagem, o estabelecimento relatou na rede social que a equipe está cansada de receber propostas para trabalhar de graça em troca de um post. “Nós gostaríamos de informar gentilmente que o White Banana não está interessado em ‘colaborar’ com pessoas que se auto-proclamam ‘influenciadoras'”

Com milhares de curtidas, o post viralizou. Porém, apesar de muitos concordarem com a posição da marca, microinfluenciadores compartilharam o outro lado da história, para tentar desmistificar a imagem de que todos estão apenas de à procura de “coisas de graça”. “Eu escrevo em um blog, tenho um emprego em tempo integral e trabalho duro para conseguir viajar e criar meus conteúdos. Recentemente tentei fazer parcerias com resorts e hotéis, por que não afinal? Tentar não machuca ninguém, ainda mais quando você pode oferecer algo em troca”, comentou uma usuária.

Apesar das críticas, o hotel manteve seu posicionamento original e respondeu a outra internauta: “nós não nos referimos a influenciadores, podemos até colaborar com eles. O que nós não compactuamos e não queremos responder diariamente são pessoas que só querem coisas de graça”.

“Insulto é receber pedidos por noites e comida gratuitas, em determinadas datas e condições, depois que trabalhamos muito duro para sermos quem somos”. Segundo o estabelecimento, alguns usuários não mandam propostas formais de parcerias e sim mensagens “pedindo por duas ou três camas, comidas e drinks em troca de uma menção nos Stories e nos posts”.

Com a grande repercussão, o White Banana Beach Club esclareceu em uma nova publicação que já trabalhou com “influenciadores reais” e apoia a profissão. “Se esse for o caso novamente, nós contataremos as pessoas e as pagaremos ou ofereceremos algo em troca. Mas não são eles que nos procuram, pois não precisam de nós. Nós precisamos deles”, defendeu.

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