“Vou te contar o que me faz andar/ Se não é por mulher não saio nem do lugar/
Eu já nem tento nem disfarçar/ Que tudo que eu me meto é só pra impressionar/ Mulher de corpo inteiro/ Não fosse por mulher eu nem era roqueiro (…)”.

O verso em itálico, da música “Eu Gosto de Mulher”, do Ultraje a Rigor, resume perfeitamente o que passa na cabeça de muito “músico” no momento em que sente despertar o interesse pela “arte”. Que garoto que, ao se matricular em um curso de violão, não se imagina rodeado de mulheres babando a seus pés, pedindo pra tocar as músicas favoritas delas em um luauzinho à beira do mar?

Vamos admitir: pegar mulher foi um dos motivos que te levou a querer aprender a tocar um instrumento musical?

“Não foi o único, eu comecei a estudar guitarra pra formar uma banda com os caras da minha classe, que também tocavam. Mas realmente ser músico, e, principalmente, conseguir tocar em shows, faz muito sucesso com as garotas”, gaba-se Eduardo Martins, que beijou pela primeira vez a sua atual namorada num ensaio da sua banda: “nossos ensaios são sempre cheios de mulher, é muito bom!”.

E não dá pra duvidar. Os integrantes da banda de Eduardo usam o termo “Maria ´Palheta´ (MP)” para se referir a mulheres que sentem atração por músicos. “Toda mulher é uma MP”, acredita o baterista Danilo Rocha, que apenas as divide entre gêneros musicais: “algumas pagam pau pra caras que tocam mpb, outras pra cabeludos metaleiros, mas praticamente todas vão ao delírio com um bom popzinho, estilo Jota Quest”.

Será mesmo? Perguntamos para Érica Cardoso, de 19 anos, qual a sua música favorita do Jota Quest. Ela respondeu na lata: “a última do show, que significa que finalmente acabou essa porcaria!”.

Parece então que não há estilo musical infalível… Mas o charme de um músico todo mundo reconhece, não é mesmo, Érica? “Acho uns malas todos esses caras que aparecem com um violão e formam uma rodinha. Não tem coisa mais chata do que ficar dando bola pra esse pessoal que só quer aparecer”.

É, o músico que não se cuidar perto da Érica pode acabar levando uma violãozada na cabeça. Só que nem todas são assim, o que mais se ouve perguntando para garotas sobre caras que tocam violão são adjetivos como “fofo”, “lindo”, “super legal”…

Parece que qualquer um, conhecendo alguns acordes e aprendendo uma batida fácil, pode conseguir as suas “groupies” e tentar viver um pouquinho da rotina que se imagina para um rockstar. Talvez não se torne um Gene Simmons – baixista do Kiss que conta já ter se relacionado com mais de 4 mil mulheres em sua carreira -, mas tenha a certeza de que instrumentos musicais podem ser grandes aliados na hora da conquista.

O show tem que continuar!

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