Os eternos apaixonados e os românticos de plantão vivem dizendo que “a distância não é páreo para o amor” ou que “quem ama de verdade não encontra barreiras”. Mas será que, na prática, isso acontece de verdade?

Não querendo generalizar (mas já generalizando…), quando gostamos muito de uma pessoa o maior desejo que temos é o de querer estar sempre junto, sempre por perto, seja pra sentir o perfume, fazer um carinho ou simplesmente pra ter a presença dele ou dela.

Quando os dois moram muito longe um do outro, até em cidades diferentes, esse contato fica mais complicado e o casal precisa encontrar meios pra superar a distância. Muitos conseguem tirar de letra essa situação, mas alguns ainda vêem outras dificuldades difíceis de enfrentar.

É o caso do estudante mineiro Douglas Fonseca, 21, que namorava uma menina de São Paulo há quase dois anos e começou a perder a paciência com as conseqüências de morar tão longe. “No início da relação eu não via problema nenhum. Só que, com o tempo, tudo começou a se complicar: passei a reclamar da grana de gasolina que eu gastava pra ir até a casa dela ou do tempo que demorava pra gente se ver. Afinal de contas, não dá pra passar a vida toda na estrada, né?”, afirma.

Pra tentar fugir de uma situação dessas, a jovem estudante de jornalismo Caroline Ferri, 19, prefere só se envolver com quem está bem próximo. “Sempre namorei pessoas que moram perto da minha casa. Quando é assim, tudo fica mais fácil e a relação se torna menos desgastante”, garante Caroline, que diz evitar, assim, um dos maiores problemas em um relacionamento: o ciúme. “Não sei se eu conseguiria suportar o meu próprio ‘jeito possessivo de ser’. Toda hora eu ia querer saber onde ele tá e com quem. Imagina ficar uma semana ou um mês sem se ver, só se falando por computador ou telefone? Ninguém merece”.

Apesar de todas essas dificuldades, tem gente que diz não se importar com nenhum problema e ainda jura de pés juntos que prefere namorar alguém que mora a muitos quilômetros de distância. “Sempre gostei me envolver com gente que mora longe. Até em outra cidade, se possível. Isso porque, pra mim, o namoro flui com menos pressão e cada um tem o seu espaço e a sua vida. Se você faz tudo junto e vê a pessoa sempre, a toda hora, vai chegar um momento em que isso tudo acaba enjoando”, declara a estudante de psicologia Raquel Mendonça, 20, que também afirma que prolongar a saudade pode fazer bem pra relação. “E, ainda por cima, quando finalmente chega a hora de se ver a saudade é maior e as novidades também. Nunca cai na rotina”. Será?

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