É fato que as pessoas são diferentes umas das outras e que cada uma delas possui gostos e estilos próprios. Apesar disso, uma coisa é certa: todo adolescente já pensou, pelo menos uma vez na vida, em ter uma banda e fazer sucesso com ela.

Não é raro ver jovens de 14 ou 15 anos sonhando em algum dia chegar perto da fama e do prestígio dos ídolos. Pra isso, muitos se esforçam e começam a ensaiar durante horas, além de fazer aulas e investir pesado com instrumentos, microfones, amplificadores, etc.

Mas, muitas vezes, nem tanto investimento assim é suficiente pra suportar as dificuldades. Com o passar do tempo, a responsabilidade aumenta e os compromissos se tornam mais sérios. E é aí que chega a hora de decidir: “continuo na banda ou peço pra sair?”.

“No começo era tudo festa e a gente se divertia muito. Mas, depois, toda hora alguém tinha que desmarcar um ensaio por causa da faculdade e isso estressava todo mundo”, diz o estudante de veterinária Rodrigo Arantes, 20, que tocava em uma banda com amigos de colégio desde os 16 anos, mas que precisou parar por conta dos compromissos com a faculdade.

“É complicado. Não dá pra conciliar as duas coisas. A banda consumia muito tempo com ensaios, shows, viagens e eu comecei a me dar mal nos estudos. E olha que nós nem chegamos a ser conhecidos”, declara Rodrigo, rindo da situação.

Mas até para os famosos a escolha é complicada: muita correria e dedicação divididas entre a banda e os estudos marcaram o início da carreira do cantor e baixista Paulo Ricardo, 45, líder do RPM e símbolo sexual na década de 1980. “Nós sempre ensaiamos muito. Na minha primeira banda, eu e o Luiz Schiavon ensaiávamos todas as noites, além dos finais de semana, porque ele trabalhava na CET. Mas, na época do RPM, eu fazia jornalismo na USP e ele saiu da CET para se dedicar exclusivamente ao grupo, aí ensaiávamos todos os dias das 13h às 20h”, revela.

O cantor, que acabou largando a faculdade, acredita também que, se não houver dedicação, não há sucesso. “Há um momento em que você tem que tomar uma decisão e apostar todas as suas fichas nela. Mas é fundamental ter sempre um plano B, caso nada der certo”, finaliza.

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