Lembra do exoesqueleto militar que a gente mostrou na semana passada? Pois uma tecnologia muito parecida está sendo aplicada para um objetivo muito melhor do que a guerra. As eLEGS estão fazendo com que paraplégicos voltem a andar, e não é milagre.

Mesmo para quem não fala inglês, as imagens dizem por si só e emocionam. Mas a gente vai explicar o que está acontecendo no vídeo que a Berkeley Bionics publicou no dia 6 e que já beiram as 50 mil visualizações.

Amanda Boxtel fala sobre a dependência que a cadeira de rodas causa na pessoa e no impacto psicológico que essa limitação traz. Co-fundadora da Challenge Aspen – organização que se dedica em criar atividades de aventura e entretenimento que incluam portadores de deficiência física e cognitiva – Amanda testou as eLEGS.

Eythor Bender, CEO da Berkeley Bionics explica que o exoesqueleto é baseado no projeto HULC, que foi desenvolvido para o Exército, com o mesmo propósito do XOS 2: carregar peso durante combate.

Enquanto as imagens mostram Amanda andando com a ajuda de muletas, depois de apenas 12 horas de teste, ela se emociona ao contar como foi dobrar os joelhos depois de 18 anos sem movimentos nas pernas. Ela fala como foi poder colocar o tornozelo no chão, e então transferir o peso do corpo para dar o segundo passo.

“Pela primeira vez na história da humanidade, podemos pensar em devolver os movimentos a essas pessoas”, diz Graham Creasey, professor da Universidade de Stanford.

Então as imagens começam a mostrar Jason Gieser, ex-policial. E Creasey continua: “a tecnologia atual de exoesqueletos está muito compacta e barata”.

Amanda fala sobre o caso de Jason, que perdeu os movimentos em 2008. “Uma pessoa pode ir do estágio em que ela anda, direto para o estágio em que ela anda de novo, enquanto ela ainda tem a memória muscular que vai facilitar a reabilitação”. Ela fala das vantagens do aparelho para “detalhes”, como circulação sanguínea e o sistema digestivo. “Nosso corpo foi criado para se manter em movimento, de pé”.

Micheal Robert McClellan, fala como as eLEGS vão fazer com que ele possa alcançar uma simples porta de armário na sua cozinha. Bender diz que em breve vai lançar um modelo desenvolvido especialmente para o uso doméstico, que o portador poderá vestir de manhã, tomar café, andar até seu carro, dirigir ao trabalho.

A eLEGS torna possível que mesmo as pessoas que perderam os movimentos voltem a caminha em calçadas, restaurantes, e principalmente na natureza, como ressalta Amanda.

“Isso não é a onda do futuro, está acontecendo agora mesmo. Eu não preciso ter esperança, isso é realidade”, finaliza.

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