Araraquara, no interior de São Paulo, está sob forte comoção. O assunto na cidade é só um: o professor de um colégio particular de classe alta que acaba de ser preso por tentar aliciar sexualmente um adolescente de 14 anos. O educador Marcos Liba, de 36 anos, está sendo acusado de favorecimento da prostituição ou exploração sexual de vulnerável e pode pegar até dez anos de prisão.

Infelizmente, este não será o primeiro caso de educadores envolvidos em pedofilia e nem o último. O que chama a atenção é o trabalho que o professor fazia: ele ficou conhecido no país inteiro por dar palestras e manter um blog para proteger crianças e adolescentes, o “Diga Não ao Bullying”, já fora do ar. 

O professor foi detido na quarta-feira (10) e já está na Cadeia de Serra Azul, para acusados de terem cometido crimes sexuais.  Ele vinha mantendo conversas há dois meses no Facebook com um aluno de 14 anos. Liba chegou a oferecer mil reais por mês para que o garoto mantivesse relações sexuais com ele.

A polícia afirma que Liba criou um perfil fake, em agosto. Com a identidade preservada, usava o nome de João Daletto para propor dinheiro e até bons resultados em exames em troca de relações sexuais. Com iscas como “Dou a prova um dia antes para você tirar boa nota” ou “Não quer uma nota de R$ 100 hoje?”, além de ofertas claras de aliciamento sexual consideradas impublicáveis, ele ia tentando atrair o garoto. 

Em entrevista à EPTV, o delegado Elton Hugo Negrini, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), conta que o jovem que fez a denúncia, logo no início do assédio, desconfiou da verdadeira identidade do maníaco, já que ele o chamava pelo sobrenome, coisa que só seu professor fazia, além de saber muitos detalhes sobre a escola. O garoto foi dando linha para o monstro e registrando a conversa.

No dia 10, o rapaz mostrou tudo ao padrasto que, junto com o pai do garoto, foi à delegacia registrar o BO. O professor, ao ser preso, assumiu ter mantido tais conversas com o aluno. Agora, a polícia vai investigar os computadores dele para saber se há mais vítimas, o que, lamentavelmente, já é uma hipótese bastante considerada. 

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