Um professor de 46 anos se entregou neste domingo (24) à Polícia na cidade de Alvorada, Rio Grande do Sul, após ter fugido há dois dias com uma de suas alunas, de 14 anos e com a qual aparentemente tinha uma relação amorosa há alguns meses.

 

O professor, que dava aula de história e geografia em uma escola da cidade, se apresentou na manhã deste domingo na casa da menor para entregá-la a seus pais e depois se dirigiu à delegacia de Polícia local.

Antes de chegar à delegacia, o homem foi agredido por familiares da aluna, que a procuravam desde sexta-feira passada depois que a menor inventou uma desculpa para fugir da escola.

O professor foi levado a um hospital para receber atendimento médico e depois levado à delegacia novamente para ser interrogado.

Segundo a Polícia, o professor foi à escola na sexta-feira para pedir demissão, depois que sua esposa ficou sabendo de seu caso com a menor e decidiu ir embora para evitar um escândalo.

A estudante, segundo o testemunho que prestou, inventou uma desculpa para poder sair do colégio porque queria viajar com o professor e não queria ficar na escola quando sua relação fosse denunciada.

De acordo com a versão da menor, que disse ter acompanhado o homem por vontade própria, os dois tinham um romance há seis meses, que foi descoberto na semana passada por uma professora que os viu se beijando.

A situação foi comunicada à direção da escola e à esposa do professor, que é professora na mesma escola e que tinha recomendado a contratação de seu marido.

“Foi uma ato consentido pela menor. A fuga foi decidida quando a esposa do professor ficou sabendo do que tinha acontecido”, assegurou Newton Martins de Souza Filho, delegado de Polícia de Alvorada.

Segundo o comissário, o professor não será detido porque por enquanto não pode ser acusado nem de sequestro nem de estupro, já que a menor disse ter fugido por vontade própria e ter mais de 14 anos.

A legislação brasileira tipifica como estupro qualquer relação sexual com uma menor de 18 anos, com exceção das consentidas por quem têm entre 14 e 17 anos. Neste último caso, dependendo das circunstâncias, o delito pode ser tipificado como crime ou não.

A Polícia, no entanto, ainda não conseguiu estabelecer se ambos mantiveram relações sexuais. 

Os dois viajaram por cidades turísticas da chamada Serra Gaúcha durante os dois dias em que desapareceram.

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